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Montepio. Auditor vai explicar contas aos associados da Mutualista

Fonte da Mutualista garante que a entidade não tem qualquer informação sobre a obrigatoriedade do banco mudar de marca

O auditor da Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM), a KPMG, vai estar na assembleia-geral da entidade, marcada para quinta-feira, às 20h, para explicar as contas consolidadas de 2015 e as contas individuais de 2016, disse ao Dinheiro Vivo fonte da MGAM.

“Esperamos uma assembleia-geral muito participada e o auditor vai estar presente para explicar as contas”, nomeadamente o capital próprio negativo de 107 milhões de euros nas contas consolidadas de 2015, como foi noticiado pelo Público.

A KPMG fez uma ênfase às contas da Mutualista por causa dos capitais próprios negativos na documentação que foi entregue ao Conselho Geral da entidade há cerca de um mês. Questionada sobre a demora na entrega das contas, validadas pelo auditor em novembro mas que só chegaram ao Conselho Geral em março, a mesma fonte explica que era preciso seguir as normas processuais, ou seja, só em Conselho Geral convocado para entrega das contas é que estas podiam ser distribuídas – e depois votadas, o que aconteceu há duas semanas.

A nível individual a Associação Mutualista teve lucros de 7,3 milhões de euros, fruto de uma mais-valia de 46 milhões de euros com a venda de imóveis à Caixa Económica, um negócio concretizado por 154 milhões de euros.

A reunião desta quinta-feira servirá fundamentalmente para a votação das contas mas também para responder às dúvidas dos mutualistas, que têm solicitado esclarecimentos junto da Associação.

Questionado sobre a mudança de marca no Caixa Económica Montepio Geral, de que a Mutualista é acionista, a mesma fonte garante que não tem conhecimento dessa decisão do Banco de Portugal. “Já foi feito o rebranding da Associação Mutualista e a separação dos balcões para venda de produtos”, frisa, garantindo que a mudança de marca no banco não está a ser discutida na Mutualista, até porque a entidade não foi informada dessa exigência do Banco de Portugal.

O Caixa Económica divulga esta quarta-feira os resultados de 2016, devendo revelar um prejuízo de 80 milhões de euros.

O banco está também a avançar com várias medidas pedidas pelo Banco de Portugal no âmbito do SREP de 2016: a transformação em sociedade anónima, que será concluída no final de maio, a passagem das participações financeiras em África para uma nova holding, a alienação de imóveis e ainda a venda da carteira de crédito malparado.

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