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Montepio confirma encerramento de balcões e redução de funcionários

Em comunicado o banco também confirma que está em curso um plano de venda de ativos, nomeadamente do Montepio Crédito.

O Montepio confirmou, em comunicado, o encerramento de balcões e a dispensa de funcionários no âmbito do plano estratégico 2016-2018 do banco, embora não divulgue o número de balcões que já foram encerrados e quantos trabalhadores foram dispensados, frisando que “esta ação está prevista no plano estratégico e foi, logo em setembro último, comunicada a todos os colaboradores”.

O banco liderado por José Félix Morgado confirmou também o plano de venda de ativos não estratégicos, nomeadamente do Montepio Crédito, Montepio Capital de Risco e outras alienações, como ativos imobiliários, dizendo que alguns destes negócios podem estar concretizados ainda este trimestre.

“Estão em curso diligências tendo em vista a alienação de outros ativos não estratégicos, prevista no Plano Estratégico, e que o conselho de administração antecipa concretizar ainda no trimestre em curso, as quais poderão incluir a alienação da Montepio Crédito”, segundo o comunicado.

O Montepio garante que ” a alienação de ativos não estratégicos tendo em vista focar a gestão no negócio bancário e, simultaneamente, reforçar a liquidez e o capital do Montepio” e refere que a concretização dos objetivos do plano estratégico demonstram “a capacidade de gestão e execução da equipa do Montepio”.

O banco reagia assim à notícia da TVI que dava conta que o plano estratégico já tinha levado à dispensa de 150 trabalhadores, através de reformas antecipadas, pré-reformas e rescisões por mútuo acordo, com a meta de chegar aos 200 trabalhadores, até ao final do primeiro semestre. Além disso, o plano prevê o encerramento de 100 balcões e, segundo a TVI, já foram encerrados 89, embora em cima da mesa esteja a possibilidade de abrir balcões onde o banco não está presente.

Segundo a TVI, a venda do Montepio Crédito está a ser negociada com o fundo britânico Cabot Square Capital e está em curso um plano de venda de ativos não estratégicos. A TVI antecipa que o banco apresente, esta semana, prejuízos trimestrais.

O banco, em comunicado, relembra o aumento de capital de 270 milhões de euros, realizado no 1º trimestre de 2016 e que o conselho de administração “concretizou já a dissolução da Montepio Capital de Risco a par de diversas alienações de ativos não estratégicos, nomeadamente, a Montepio Seguros e um elevado número de ativos imobiliários, cujo ritmo de venda no primeiro trimestre cresceu mais de 90% face ao primeiro trimestre do ano anterior, confirmando a tendência verificada em 2015”.

“A capacidade de execução do plano estratégico, com rigor, é um compromisso que permitirá reforçar o posicionamento do Montepio no mercado”, diz o banco.

Já sobre o redimensionamento da rede de balcões e de colaboradores o Montepio explica que existem desafios recorrentes “das condições do sector bancário em geral” e que “é neste contexto que se insere o plano de otimização da rede comercial, adequando-a às alterações de comportamento dos clientes, a qual inclui o encerramento e relocalização de balcões e a adequação dos colaboradores, processo que tem decorrido em ambiente de harmonia e bom clima social e em estreita articulação com as estruturas sindicais”, garante o banco em comunicado.

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