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Montepio tem capital para cumprir com novas exigências

Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens
Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens

A Caixa Económica divulgou os resultados da avaliação do Banco de Portugal e diz que cumpre com os novos requisitos que entram em vigor em julho.

Os rácios de capital da Caixa Económica Montepio Geral estão acima dos novos requisitos que foram impostos pelo Banco de Portugal, revelou o banco liderado por Félix Morgado num comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

“Os rácios de fundos próprios reportados a 30 de setembro de 2017 pela CEMG encontram -se acima dos novos níveis prudenciais exigidos, que incorporam os referidos requisitos específicos em termos de Pilar 2 e as demais reservas aplicáveis”, realça o Montepio.

O Banco de Portugal, no processo de análise e avaliação impôs um rácio de fundos próprios total de 12,9% para o banco a partir de julho, tendo em conta a implementação faseada dos novos requisitos para o setor. Em setembro, o Montepio tinha esse indicador em 13,2%. No rácio de fundo próprios de nível 1 (CET1) a folga é maior. O supervisor exige um rácio CET1 de 9,4%. O Montepio tinha, no final de setembro, esse rácio em 13%. Citado pelo Eco, Félix Morgado assegura que “não está previsto nenhum aumento de capital em 2018”.

O Montepio explica que “os procedimentos conduzidos pelo Banco de Portugal seguiram as orientações da Autoridade Bancária Europeia (EBA) em matéria de processo anual de supervisão e as metodologias definidas no âmbito do Mecanismo Único de Supervisão”. Acrescenta que “na qualidade de “outra instituição de importância sistémica”, a CEMG encontra-se sujeita a uma exigência adicional em termos de fundos próprios, devendo ainda cumprir com a reserva de conservação e demais reservas que sejam aplicáveis a cada momento”.

No processo anual de análise e avaliação feita pelo Banco de Portugal são feitos procedimentos que visam “assegurar que cada instituição de crédito dispõe de estratégias, processos, capital e liquidez adequados aos riscos a que está ou poderá vir a estar exposta”, segundo o supervisor. “Este processo operacionaliza na regulamentação europeia e nacional o segundo Pilar de Basileia”.

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