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Montepio. Tomás Correia garante renunciar se acusações forem provadas

Tomás Correia, Presidente da Associação Montepio. Fotografia: Gonçalo Villaverde/Global Imagens
Tomás Correia, Presidente da Associação Montepio. Fotografia: Gonçalo Villaverde/Global Imagens

O presidente da Associação Mutualista Montepio Geral está a ser investigado por ligações ao GES

O presidente da Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM) garantiu esta segunda-feira que sairá do cargo caso forem provadas as acusações de processos que estão em curso.

O Jornal de Negócios noticia na edição de hoje que o Banco de Portugal está a investigar nove ex-gestores da Caixa Económica Montepio Geral, incluindo Tomás Correia – que acumulou funções nas duas entidades até 2015, altura em que foi substituído por Félix Morgado no banco, mantendo-se à frente do Montepio – por irregularidades relacionadas com o Grupo Espírito Santo.

O presidente da Associação Mutualista diz que “se alguma vez se colocar a possibilidade de transitar em julgado algo a meu desfavor, em qualquer tribunal, por quaisquer atos ilícitos, abdicarei do exercício das minhas funções”.

Em comunicado enviado às redacções, o responsável diz ainda que “estou profundamente convicto e seguro de que isso não vai acontecer. Estou tranquilo relativamente ao desfecho destas, e de outras acusações que me foram dirigidas.”

O mesmo comunicado frisa que a matéria está em sigilo e que, por isso, “não é possível publicamente contrapor as matérias de facto da acusação, reduzindo o devido espaço para esclarecimento”.

Tomás Correia frisa que “não é difícil contextualizar as notícias num momento em que se questiona a separação da Caixa Económica do património que pertence aos Associados da Associação Mutualista. É precisamente para nos batermos contra esse tipo de correntes, que em nada favorecem o bom nome do Montepio e dos trabalhadores e gestores que aqui trabalham, que levarei até ao fim o mandato que me foi confiado, ao serviço de todos os Associados do Montepio.”

Tomás Correia já tinha dito que não se demitia, mesmo depois de ser constituído arguido em três processos e perante a polémica que envolve a associação mutualista, que teve capitais próprios consolidados negativos em 2016, gerando dúvidas sobre a solidez da associação mutualista, dona do banco.

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