Dívida

Moody’s baixa rating do BPI para lixo

O presidente do Concelho de Administração do banco BPI, Pablo Forero. TIAGO PETINGA/LUSA
O presidente do Concelho de Administração do banco BPI, Pablo Forero. TIAGO PETINGA/LUSA

A agência de notação financeira piorou a notação do banco detido pelo CaixaBank.

A Moody’s baixou o rating da dívida de longo prazo do BPI em dois níveis para um nível visto como “lixo” pelos mercados. Os analistas da agência baixaram esta quarta-feira a notação de Baa2 (risco de crédito moderado) para Ba1 (risco de crédito substancial). A perspetiva é estável.

A agência explicou, numa nota, o corte de rating com as alterações legislativas que visam proteger mais os depositantes em caso de resolução bancária. Também o BPI detalha, num comunicado enviado à CMVM, que a descida está relacionada com o “novo quadro regulamentar que estendeu a preferência creditícia a todos os depósitos bancários relativamente à dívida sénior ordinária (“senior unsecured”), reforçando assim a proteção dos depósitos num cenário de resolução”.

O banco liderado por Pablo Forero explica que “uma vez que a extensão da preferência creditícia a todos os depósitos reflete-se numa redução do volume de instrumentos suscetíveis de absorver perdas ao nível da dívida sénior ordinária (“senior unsecured”) em caso de resolução”. E isso torna as obrigações do banco mais arriscadas para quem as detém. O banco tem apenas 12 milhões de euros em títulos de dívida senior.

Apesar do corte de rating, o BPI refere que “a Moody’s sublinha a melhoria dos níveis de rentabilidade na atividade doméstica do banco, os adequados níveis de capital, a melhoria gradual dos indicadores de qualidade de risco de crédito, que comparam favoravelmente com o setor em Portugal, e um adequado perfil de liquidez”.

A Fitch e a S&P têm um rating de BBB para o BPI, acima dos níveis visto como “lixo” pelos investidores.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa, 16/07/2019 - Decorreu hoje parte de uma reportagem sobre, empregos criados pelas empresas de partilha de veículos em Portugal..
Acompanhamos a recolha, carregamento e reparação das trotinetes partilhadas da Circ.

(Orlando Almeida / Global Imagens)

Partilha de veículos dá emprego a mais de 500 pessoas

Lisboa, 16/07/2019 - Decorreu hoje parte de uma reportagem sobre, empregos criados pelas empresas de partilha de veículos em Portugal..
Acompanhamos a recolha, carregamento e reparação das trotinetes partilhadas da Circ.

(Orlando Almeida / Global Imagens)

Partilha de veículos dá emprego a mais de 500 pessoas

António Mexia, CEO da EDP. Fotografia: REUTERS/Pedro Nunes

Saída de clientes da EDP já supera as entradas

Outros conteúdos GMG
Moody’s baixa rating do BPI para lixo