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Moody’s: Partilha de dados ampliou riscos cibernéticos para os bancos

Fotografia: direitos reservados
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Também a utilização de 'nuvens' pelos bancos fez aumentar os riscos de cibersegurança no setor, alertou Maria Cabanyes, analista da Moody's.

A chegada do open banking, que obrigou a banca a começar a partilhar dados, tornou os bancos ainda mais vulneráveis ao risco de ataques cibernéticos.

Também a utilização de ‘nuvens’ (clouds) pelos bancos fez aumentar os riscos de cibersegurança no setor, alertou Maria Cabanyes, analista de instituições financeiras da Moody’s, esta quinta-feira.

Os bancos começaram a partilhar dados sobre as contas de clientes – mediante a sua autorização – com outros bancos e fintechs, na sequência da entrada em vigor da diretiva europeia de serviços de pagamentos, ou PSD2.

Em Portugal, a diretiva entrou em vigor apenas a 14 de setembro de 2019, com quase um ano de atraso.

“O setor da banca tem um risco elevado em termos de cibersegurança. O open banking e a utilização de clouds (…) ampliaram os riscos cibernéticos para os bancos”, afirmou a analista da Moody’s esta quinta-feira, num evento anual da agência de rating em Lisboa.

Sublinhou que o facto de os bancos terem passado a partilhar dados com outras entidades deixa-os “mais vulneráveis” a eventuais ataques.

Com o open banking, os consumidores podem fazer pagamentos online sem terem de interagir com o seu banco. Desde que autorize, a loja onde faz a compra pode aceder à conta do cliente e concluir o pagamento. Um outro serviço que ficou disponível é o da informação de contas bancárias. O consumidor pode ter dados sobre todas as suas contas bancárias numa só aplicação, por exemplo.

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