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Moody’s também vê BPI a vender resto da participação no angolano BFA

Fotografia: Tony Dias/Global Imagens
Fotografia: Tony Dias/Global Imagens

Posição da agência de rating surge pouco depois de CaixaBank revelar que BCE recomendou ao BPI vender totalidade da participação no BFA

A Moody’s, agência de notação financeira, acredita que a venda de 2% do Banco Fomento de Angola (BFA) por parte do BPI foi apenas o início de um desinvestimento por parte do banco português naquela unidade. Mas a Moody’s alerta: perder o BFA vai afetar negativamente a rentabilidade do BPI, “dada a enorme relevância dos ganhos desta subsidiária, agora consolidada em 48,1%, nos lucros do grupo”.

O desinvestimento total no BFA, tal como o Dinheiro Vivo escreveu no início da semana, também foi um caminho recomendado pelo Banco Central Europeu ao grupo CaixaBank, cuja oferta pública de aquisição lançada sobre o BPI já decorre.

“A Moody’s acredita que a perda de controlo do BFA aumenta a probabilidade do BPI reduzir a sua participação no banco angolano ainda mais, o que será positivo em termos de solvabilidade mas pode afetar severamente os indicadores de rentabilidade” do banco presidido por Fernando Ulrich.

No entender da agência de rating, e apesar da venda de 2% do BFA e da consequente perda de controlo do banco angolano, o BPI continua exposto aos riscos associados à economia angolana, já que continua com uma fatia de 48,1% da subsidiária.

A posição da Moody’s sobre o futuro do BFA foi agora divulgada pela agência ao mesmo tempo que confirmou o rating atual do BPI, em Ba3, no seguimento da decisão do banco de vender 2% do BFA. “A Moody’s assume que esta venda remedeia a violação dos limites de grande exposição por parte do BPI, evitando assim as sanções do BCE”, explicam os analistas da agência.

Além da venda do BFA, a confirmação do rating do BPI surge também no seguimento da OPA que o CaixaBank tem em curso sobre o banco português, refletindo já “os benefícios de uma integração mais próxima” entre as duas instituições.

De acordo com os resultados do BPI até setembro de 2016, o BFA é responsável por 18% do total de ativos detidos pelo grupo BPI, tendo alimentado 68% dos lucros que o banco reportou, que totalizaram 182,9 milhões de euros.

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