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Moody’s vê com bons olhos a extensão do empréstimo do Fundo de Resolução

Os analistas da agência de 'rating' consideram positivo o prolongamento do prazo do pagamento do empréstimo do Fundo de Resolução.

A agência de notação financeira Moody’s vê como positivo para o setor bancário o facto de o Ministério das Finanças ter decidido prolongar o prazo do pagamento do empréstimo do Fundo de Resolução para 2046. “Este anúncio é positivo para os bancos portugueses porque os protege contra uma perda na venda do Novo Banco”, é possível ler-se no comunicado da Moody’s.

Na mesma nota, os analistas da agência referem ainda que “esta mudança aprovada pela Comissão Europeia, assegura o pagamento da totalidade das responsabilidades do fundo de resolução sem que seja necessário impor qualquer contribuição extraordinária ao setor bancário, mesmo que surja alguma contingência”.

Recorde-se que na semana passada, o Ministério das Finanças anunciou a decisão de prolongar o prazo para o Fundo de Resolução amortizar os empréstimos concedidos pelo Estado até 2046. “A maturidade dos empréstimos foi revista para dezembro de 2046 para que o pagamento anual por parte dos bancos seja satisfeito pelas receitas da contribuição ordinária e da contribuição sobre o setor bancários, mantendo-se o esforço de contribuição dos bancos ao nível atual”, explicou na altura, o gabinete de Mário Centeno em comunicado. No total, e no momento atual, o Fundo de Resolução tem um empréstimo de 3,9 mil milhões de euros, relativos à resolução do BES.

No que diz respeito ao processo de venda do Novo Banco, os analistas da Moody’s salientam que “dada a persistente fraca qualidade de crédito do Novo Banco é altamente improvável que o Fundo de Resolução obtenha fundos suficientes para reembolsar o empréstimo concedido pelo Governo”.

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