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Mutualista reforça capital do Montepio em 250 milhões

Aumento de capital de 250 milhões de euros foi integralmente realizado pela Associação Mutualista mediante entrada em numerário

A Caixa Económica Montepio Geral concretizou esta sexta-feira um aumento de capital de 250 milhões de euros, totalmente subscrito pelo Montepio Geral Associação Mutualista. A operação foi anunciada pouco depois do anúncio de um princípio de entendimento entre este banco e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.

“Em cumprimento do artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários, a Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) informa que efetivou o aumento do seu capital institucional, o qual foi integralmente realizado pelo Montepio Geral Associação Mutualista (MGAM)”, informou o banco em comunicado à CMVM.

O capital institucional da Caixa Económica sobe agora para 2020 milhões de euros, detalha o comunicado divulgado. Com esta operação, a Mutualista aponta que garante o “reforço dos fundos próprios” do banco, “assegurando um elevado nível de solidez e de suporte ao desenvolvimento da atividade da sua instituição financeira”, já em comunicado enviado às redações.

“É uma iniciativa leal aos nossos princípios. Ao longo de todos os anos da mais profunda crise financeira das nossas gerações, o Montepio prova a sua solidez, através dos seus próprios meios, sem necessidade de recorrer a ajudas públicas e, portanto, não onerando o contribuinte”, comenta António Tomás Correia, presidente do Grupo Montepio, citado no comunicado.

Também na tarde de esta sexta-feira, o Montepio e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa informaram ter assinado um memorando de entendimento que irá negociar a eventual entrada da SCML e outras instituições sociais no capital da Caixa Económica Montepio Geral, banco detido pela Mutualista.

Para Tomás Correia, a Caixa Económica está agora “dotada dos meios necessários para o desenvolvimento da sua atividade de forma estável e sólida”, afirmando também que “o projeto estratégico de transformação da CEMG na Instituição Financeira Nacional da Economia Social está aberto às Instituições Sociais que, livremente, nela pretendam participar”.

Segundo o comunicado divulgado, a Associação Mutualista e a SCML “comprometem-se a encetar negociações de boa-fé, numa base de melhores esforços, com vista a, tão prontamente quanto o respeito dos procedimentos (…), se poderá vir a concretizar a participação da SCML”. Também será estudado a eventual entrada de outras entidades no capital do banco, desde que sejam “instituições da economia social”, detalham.

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