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Novo Banco agrava comissões aos clientes

António Ramalho, CEO do Novo Banco. Fotografia: Filipa Bernardo/ Global Imagens
António Ramalho, CEO do Novo Banco. Fotografia: Filipa Bernardo/ Global Imagens

Vai ficar mais caro ter conta na instituição liderada por António Ramalho para quem tem saldos médios inferiores a 35 mil euros

O Novo Banco vai agravar as comissões aos seus clientes, subindo os custos suportados em várias operações, desde as transferências, à requisição de cheques, passando pelas próprias contas e até pelo crédito. A maior parte dos agravamentos entra em vigor a partir de 30 de abril, mas há alterações que se tornam efetivas um mês mais cedo.

A notícia é esta quinta-feira avançada pelo jornal Eco, que dá conta que, no caso das contas à ordem, há custos de manutenção que quase triplicam. Em causa a comissão para clientes com saldos médios entre os cinco mil e os 35 mil euros, que passam a pagar 15,6 euros em vez dos atuais 6,24 euros (o valor já inclui Imposto de Selo), um aumento de 150%. No caso das contas até cinco mil euros, a comissão passa para 67,6 euros, um crescimento absoluto de 5,2 euros. Os clientes com mais de 35 mil euros mantêm a isenção. Para os clientes das contas NB 18.31, ou seja, os que têm entre 18 e 31 anos, a comissão de manutenção sobe dos 31,2 euros para os 37,44 por ano.

 

O Novo Banco desvaloriza a dimensão das mexidas, sublinhando que “não efetuava alterações ao preço das contas desde 2017”. No caso das transferências, a instituição liderada por António Ramalho fala em “ajustes pouco relevantes”. As transferências pontuais, não urgentes, até cinco mil euros realizadas aos balcões do Novo Banco passam a custar 6,24 euros, independentemente do montante em causa. Até agora, esse era o custo para as transferências entre os 500 e os cinco mil euros, mas nas operações inferiores a 500 euros a taxa era de 5,2 euros. E até as transferências online vão ficar mais caras: vão custar 1,144 euros, um aumento de 10%.

A requisição de cheques passa a custar 17,68 euros se for feita online e 21,32 euros se for feita aos balcões do banco, aumentos de, respetivamente, 4,34% e 23,33%. E a compra e venda de moeda estrangeira passa a pagar uma taxa de 13,416 euros por operação.

Estes são, apenas, alguns dos exemplos das alterações que entram em vigor a 30 de abril. Mas as que se prendem com os encargos com o crédito à habitação são atualizadas já a partir de 31 de março. Os não residentes passam a pagar uma comissão de estudo do processo de crédito à habitação e outros créditos hipotecários de 395,2 euros, um aumento de 15,8%. Para os restantes, este custo mantém-se nos 332,8 euros.

A formalização da escritura já também encarecer, mas para todos os clientes. Em vez dos atuais 156 euros, quem contratar crédito à habitação no Novo Banco vai passar a pagar 176,8 euros. As comissões por declaração de dívida e por declaração de encargo de prestações para efeitos legais aumentam 16,66% para 72,8 euros.

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