Novo Banco

Novo Banco: BCP contesta em tribunal regras do Fundo de Resolução

Foto: Rafael Marchante/Reuters
Foto: Rafael Marchante/Reuters

BCP entregou um pedido de apreciação jurídica da obrigatoriedade de capitalização contingente pelo Fundo de Resolução na venda no Novo Banco

O BCP anunciou hoje à CMVM que entregou em tribunal um pedido de apreciação jurídica da obrigatoriedade de capitalização contingente pelo Fundo de Resolução no processo de venda no Novo Banco à Lone Star.

“O Banco Comercial Português [BCP] informa que, após ter transmitido reservas relativamente à obrigação de capitalização contingente pelo Fundo de Resolução que foi anunciado estar incluída em acordo de venda do Novo Banco, decidiu, perante o termo do prazo legal e por cautela, solicitar a apreciação jurídica respetiva em ação administrativa”, lê-se no comunicado do BCP.

O texto, colocado na página da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na internet, acrescenta que “esta diligência não visa nem comporta a produção de quaisquer efeitos suspensivos da venda do Novo Banco e, consequentemente, dela não resulta legalmente nenhum impedimento à sua concretização nos prazos previstos, centrando-se exclusivamente naquela obrigação de capitalização”.

Em causa está a participação do BCP, bem como de outros bancos, no Fundo de Resolução bancário, já que este fundo pode vir a ser chamado a injetar mais dinheiro no Novo Banco do que os 3,89 mil milhões de euros máximos previstos no acordo com a Lone Star ou, em alternativa, diminuir a participação.

O contrato de promessa de compra e venda do Novo Banco, feito em 31 de março entre o Fundo de Resolução e o fundo norte-americano Lone Star, prevê que o Novo Banco seja alienado em 75%, mantendo o Fundo de Resolução 25%.

A Lone Star não pagará qualquer preço, tendo acordado injetar 1.000 milhões de euros no Novo Banco para o capitalizar, dos quais 750 milhões entrarão quando o negócio for concretizado e os outros 250 milhões até 2020.

As condições acordadas para a venda “incluem ainda a existência de um mecanismo de capitalização contingente, nos termos do qual o Fundo de Resolução, enquanto acionista, se compromete a realizar injeções de capital no caso de se materializarem certas condições cumulativas”, segundo o Banco de Portugal.

O Fundo de Resolução ficou com a responsabilidade de compensar o Novo Banco por perdas que venham a ser reconhecidas com os chamados ativos ‘tóxicos’ (crédito malparado e imobiliário) e alienações de operações não estratégicas, caso ponham em causa os rácios de capital da instituição, no máximo de 3,89 mil milhões de euros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Taça Portugal - Benfica vs Sporting

Benfica encaixa 50 milhões. SAD fala em “capacidade acrescida de tesouraria”

A ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva ,à chegada para a reunião da Comissão Permanente de Concertação Social, em Lisboa, 26 de fevereiro de 2020. ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Governo mantém todas as restrições na Grande Lisboa por mais 15 dias

Ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, (MIGUEL A. LOPES/LUSA)

Governo exige que Bélgica retire Alentejo e Algarve de zonas arriscadas

Novo Banco: BCP contesta em tribunal regras do Fundo de Resolução