Novo Banco

Novo Banco: cerca de 150 interessados em rescisões amigáveis

Novo Banco tem em curso programa de rescisões voluntárias, através do qual quer cortar mais 150 trabalhadores ao quadro em Portugal

Cerca de 150 colaboradores do Novo Banco manifestaram-se interessados em aceitar o processo de rescisões voluntárias lançado no último mês pelo banco, apurou o Dinheiro Vivo junto da instituição. O nível de voluntários é elevado apesar das reduzidas condições oferecidas pelo banco para a rescisão.

O banco de transição que tenta renascer das cinzas do Banco Espírito Santo avançou no final de fevereiro para uma nova fase de reestruturação, pretendendo cortar entre 250 e 350 trabalhadores na atividade doméstica – a maioria através de reformas antecipadas. O número total de saídas estará não só dependente da quantidade de colaboradores que aderirem ao programa de rescisões amigáveis como da avaliação por parte da gestão de quais deixa sair.

Além da redução de pessoal, este plano do Novo Banco implica ainda o fecho de 60 balcões em Portugal nos próximos meses.

O prazo para os trabalhadores da instituição se manifestarem interessados no processo de rescisões voluntárias terminou na última sexta-feira, tendo sido dado um prazo especial, até esta quarta-feira, dia 14, a trabalhadores de alguns departamentos específicos para tomarem uma decisão – só depois de recebidas todas as respostas é que o banco analisará quais os “voluntários” que aceita dispensar.

Apesar das reduzidas condições oferecidas pela instituição, a administração de António Ramalho estima cumprir o total de rescisões que procura graças aos trabalhadores desagradados e/ou simplesmente com vontade de mudar de vida.

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