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Novo Banco: CGD poderá vir a participar em consolidação

Lisboa, 22/11/2019 - Money Conference, Governance 2020 – Transparência e Boas Práticas no Olissippo Lapa Palace Hotel.  Paulo Macedo, CEO da CGD

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
Lisboa, 22/11/2019 - Money Conference, Governance 2020 – Transparência e Boas Práticas no Olissippo Lapa Palace Hotel. Paulo Macedo, CEO da CGD ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

Num cenário de consolidação futura envolvendo o Novo Banco, a CGD pode ser candidata a comprar ativos do banco.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) pode vir a fazer parte do futuro do Novo Banco. O banco público está inibido de fazer aquisições enquanto está a implementar o seu Plano Estratégico acordado com Bruxelas, até 2020. Mas, a partir de 2021, num cenário de venda ou fusão do Novo Banco, o banco público é apontado no mercado como um dos favoritos a poder ficar com alguns dos ativos que “sobrem”.

A principal dona do Novo Banco, a norte-americana Lone Star, afirmou ao Dinheiro Vivo, na semana passada, que até 2021 não vende o Novo Banco.

No setor, acredita-se que, após 2021, o Novo Banco deverá consolidar com outro banco. O cenário apontado como mais provável é o de uma fusão com o Millennium bcp e, para ser aprovada, uma operação entre bancos desta dimensão teria de envolver provavelmente a aplicação de “remédios”, como a alienação a outros bancos de alguns negócios. Aqui, o banco estatal é vista no mercado como o favorito a poder ficar com esses ativos.

A CGD escusou-se a comentar o tema. Paulo Macedo, presidente executivo da CGD, lembrou, em novembro passado, na 4.ª Money Conference do DV, que, até 2020, o banco está proibido de ir às compras. “Nós até 2020, no Plano Estratégico, estamos vedados de fazer qualquer tipo de aquisição”, afirmou o banqueiro. “Portanto, até 2020 não faremos qualquer tipo de aquisição. Depois de 2021, qualquer gestor tem de estar atento ao que se passa no mercado”, adiantou Paulo Macedo.

Uma solução envolvendo o BCP e a CGD é vista como uma “solução nacional” para o Novo Banco, que evitaria assim que o banco fosse “engolido” por instituições estrangeiras.
“Num cenário de consolidação do Novo Banco, em que fiquem ativos disponíveis, a CGD não pode ficar de fora”, disse uma fonte do setor que pediu para não ser citada.

Finanças negam injeção
Ontem, o Ministério das Finanças negou que o governo estivesse a preparar uma injeção final de capital no Novo Banco. O comunicado das Finanças surgiu em reação a uma notícia do Público que apontava que o governo iria injetar 1400 milhões de euros no Novo Banco. Objetivo seria acelerar a venda do banco. O Expresso já tinha noticiado, em novembro, que esse cenário estava a ser estudado.

O jornal noticiou na altura que o governo, o Fundo de Resolução e a Lone Star têm vindo a estudar, nos últimos meses, diferentes formas de acelerar o processo de saneamento completo do Novo Banco. Segundo o Público, a solução passa por injetar, de uma vez só, já neste ano, 1400 milhões de euros. Na proposta de Orçamento do Estado para 2020 estão previstos serem injetados mais 600 milhões de euros no banco, um valor que vem somar aos 1900 milhões de euros já injetados desde que o Novo Banco foi vendido, em outubro de 2017.

“O governo não está a estudar qualquer injeção de capital no Novo Banco para ‘acelerar o processo de saneamento completo da instituição financeira’”, referia o comunicado das Finanças. Adiantava que “não está prevista no Orçamento do Estado para 2020 uma verba no valor de 1,4 mil milhões para o Novo Banco”. Segundo a nota, “o governo não tem nenhuma proposta para análise relativa à ‘estratégia de limpeza dos créditos problemáticos do banco’”. “O governo reafirma que continuará a cumprir os termos do contrato de financiamento com o Fundo de Resolução, contemplando o Orçamento do Estado para 2020, tal como nos anteriores, os recursos orçamentais necessários para essa finalidade”, concluía o Ministério de Mário Centeno.

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