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Novo Banco chama sindicatos para reuniões esta tarde

O presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, António Ramalho (Foto: TIAGO PETINGA/LUSA)
O presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, António Ramalho (Foto: TIAGO PETINGA/LUSA)

Administração do Novo Banco convocou estruturas de trabalhadores para reuniões esta tarde. Banco tem de cortar 500 postos de trabalho até junho

A administração do Novo Banco convocou os vários sindicatos de trabalhadores do grupo para reuniões ao longo de esta tarde. Apesar da convocatória, o banco não divulgou os motivos para as reuniões que se realizarão esta tarde.

António Ramalho, CEO do Novo Banco, já prometeu publicamente que não iria avançar com despedimentos coletivos. Contudo, o mesmo gestor assumiu também perante a Assembleia da República que há metas de cortes para cumprir nos primeiros seis meses de 2017: acabar com mais 500 postos de trabalho e fechar 75 balcões.

O objetivo para a reestruturação do Novo Banco, explicou Ramalho em outubro, passa por reduzir “a rede de balcões de 637 em dezembro de 2015 para 550 no final de 2016”, aos quais se junta uma nova redução até aos “475 no final do primeiro semestre de 2017”, conforme detalhou o CEO aos deputados da comissão parlamentar de trabalho e segurança social.

Aos mesmos parlamentares, Ramalho adiantou também que as metas acordadas com Bruxelas implicam ainda a “redução de 1000 colaboradores no Novo Banco até ao final de 2016 (-13%) e de mais 500 até ao final do primeiro semestre de 2017”.

De acordo com os últimos números oficiais do Novo Banco, entre setembro de 2015 e setembro do ano passado 940 pessoas perderam o emprego na atividade doméstica do banco e outras 376 nas atividades internacionais.

Contactadas pelo DV, nenhuma estrutura sindical comentou o que antecipa para as reuniões de esta tarde, alegando, todas, desconhecimento do tema em concreto que o ex-BES quer falar. Contactada pelo DV, a instituição não fez chegar quaisquer comentários sobre o assunto até à hora de fecho deste texto.

Star ficou Lone no concurso

Ontem o fundo Lone Star confirmou que conta com o CEO do Novo Banco para liderar a instituição se a comprar. A indicação surgiu depois do Banco de Portugal ter confirmado oficialmente a exclusão definitiva dos restantes candidatos da corrida. “O BdP decidiu selecionar o potencial investidor Lone Star para uma fase definitiva de negociações, em condições de exclusividade, com vista à finalização dos termos em que poderá realizar-se a venda”, disse o supervisor.

Também Mário Centeno, ministro das Finanças, comentou este avanço no segundo processo de venda, admitindo a venda parcial do ex-BES: “O que existe no caderno de encargos é uma venda a 100%, mas existe também uma segunda via de negociação possível que não envolvia a venda dos 100%. Há diferentes carris que o BdP tem trilhado, temos que aguardar”, apontou em Bruxelas.

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