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Novo Banco com prejuízo de 359 milhões até setembro, mas melhora no trimestre

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Igor Martins / Global Imagens
Fotografia: Igor Martins / Global Imagens

Considerando apenas o terceiro trimestre, Novo Banco aponta que registou pela primeira vez lucro trimestral, de 3,7 milhões

O Novo Banco fechou os primeiros nove meses do ano com um prejuízo acumulado de 359 milhões de euros, comunicou a instituição esta tarde. O banco realça, porém, que registou “pela primeira vez um resultado líquido trimestral marginalmente positivo”, de 3,7 milhões.

“Desta forma, o resultado líquido acumulado nos primeiros nove meses de 2016 foi atenuado mas mantém-se negativo em 359 milhões, o que representa uma melhoria de 14,3% em relação aos 418,7 milhões negativos registados no mesmo período do ano passado”, detalham em comunicado.

Ao longo deste ano, o Novo Banco tem avançado com várias alienações de ativos, tendo já comunicado um encaixe total de 370 milhões de euros com estas vendas.

Em termos trimestrais, o Novo Banco explica que desde que emergiu das cinzas do Banco Espírito Santo “teve em média resultados trimestrais negativos superiores a 250 milhões de euros”, valores que nos dois primeiros trimestres deste ano foram de -249,4 milhões e -113,3 milhões e que comparam com os 3,7 milhões de ganho conseguidos entre julho e setembro.

A quebra em 24,3% dos custos operacionais justificará em grande medida a inversão trimestral conseguida, até porque o Novo Banco “optou por antecipar” grande parte dos cortes previstos no seu plano de reestruturação, tendo cortado 1062 colaboradores até setembro.

O Novo Banco chegou a setembro com os seus rácios ainda abaixo do registado no final do ano passado, reportando um Equity Tier 1 provisório de 12,3%, contra os 13,5% de dezembro, e um CET1 total de 10,7% contra os anteriores 11,3%. Contudo ambos os rácios melhoraram face a junho último.

Segundo o banco, “o produto bancário acumulado situou-se em 667,7 milhões, representando um aumento de 7,5%, para o qual contribuiu um crescimento de 29,2% na margem financeira”, ainda que a instituição tenha registado uma quebra de 3,1 mil milhões de euros no crédito a clientes. Também os depósitos totais recuaram 2,7 mil milhões face a dezembro.

Quanto aos indicadores relativos à qualidade de crédito, o Novo Banco continua a registar subidas no crédito em risco e crédito vencido, com o total de crédito vencido a 90 dias a pesar 16,8% no total do crédito a clientes (era 14,5% em dezembro) e o crédito em risco a subir de 22,8% para 24,8% do crédito total.

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