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Novo Banco perde 1.395 milhões de euros. Pede 790 milhões ao Fundo de Resolução

António Ramalho, presidente do Novo Banco. Fotografia: D.R.
António Ramalho, presidente do Novo Banco. Fotografia: D.R.

O banco explica a subida dos prejuízos com o reconhecimento de mais imparidades. Banco ativou mecanismo de capital contingente no final de 2017.

O Novo Banco teve prejuízos recorde em 2017. Perdeu 1.395 milhões de euros devido ao aumento do valor constituído para imparidades. Em 2016 tinha tido um prejuízo de 788 milhões. O banco liderado por António Ramalho pediu a ativação do Mecanismo de Capital Contingente, através do qual pode receber injeções de capital por parte do Fundo de Resolução.

“Em 31 de dezembro de 2017 o mecanismo acima referido foi ativado conduzindo ao registo de uma compensação de 791,7 milhões de euros, por forma a que o Banco se mantenha uma instituição financeiramente sólida e bem capitalizada, com rácios de capital e níveis de rentabilidade potenciadores da sua atividade”, revelou o Novo Banco num comunicado enviado à CMVM.

A responsabilidade por injetar estes valores no Novo Banco é do Fundo de Resolução, que detém 25% da instituição. Caso este fundo não tenha o dinheiro disponível, será o Estado a garantir-lhe o financiamento.

A subida das perdas é explicada pelo reforço das imparidades. “Os prejuízos apresentados decorreram, fundamentalmente, do reconhecimento de montantes elevados de imparidades, de acordo com as exigências das autoridades europeias por forma a que as instituições bancárias tenham condições de recuperar rentabilidade de uma forma mais rápida e consistente”, refere o Novo Banco.

O montante registado para provisões e imparidades subiu quase 50% em 2017 para mais de dois mil milhões de euros. Essas imparidades incluem 1,23 mil milhões de euros para crédito, 134,8 milhões para títulos e 692,9 milhões para outros ativos e contingências, como provisões para operações em descontinuação e para reestruturação.

Além do aumento das imparidades, o produto bancário do banco também teve uma quebra. Desceu mais de 9% para 719,4 milhões de euros. Já os resultados financeiros melhoraram para 214,3 milhões de euros devido, sobretudo, à operação de gestão de passivos. Do lado dos custos houve uma descida de mais de 7% para 549,2 milhões de euros.

Atualizada às 18:45 com novo título

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