banca

Novo Banco com prejuízo de 419 milhões de euros até setembro

Fotografia: Alvaro Isidoro/Global Imagens
Fotografia: Alvaro Isidoro/Global Imagens

O banco liderado por António Ramalho agravou os prejuízos em 8,9% face ao mesmo período de 2016.

O Novo Banco apresentou um prejuízo de 419,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017, o que compara com as perdas de 384,8 milhões de euros registados no mesmo período do ano anterior. Foram as últimas contas divulgados pela entidade financeira, já que em outubro foi concluída a venda ao fundo Lone Star e o agravamento dos prejuízos é explicado pelo banco, num comunicado enviado à CMVM, com “a decisão de não registar impostos diferidos adicionais”.

“O grupo Novo Banco apresentou um resultado negativo antes de impostos de 355,6 milhões de euros melhor em 34,7% do que o resultado homólogo de 2016 mas, face à decisão de não registar impostos diferidos adicionais apresenta um resultado líquido negativo de 419,2 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2017 pior em 8,9% do que o valor homólogo”, é referido no comunicado. Já em relação ao resultado operacional houve uma descida. “Situou-se nos 207,6 milhões de euros, levemente aquém dos 217,7 milhões de euros obtidos no mesmo período do ano anterior.”

Apesar de ter registado um aumento das comissões, o banco explica que a evolução da margem financeira contribuiu negativamente para os resultados, já que o banco tem reduzido a carteira de crédito. “Neste período o Grupo reduziu a sua carteira de crédito em cerca de 2,1 mil milhões de euros (-6,3%) com especial incidência na redução de 1,6 mil milhões” de crédito malparado. A margem financeira desceu de 391,1 milhões para 285,9 milhões de euros. Já as comissões dos serviços a clientes aumentaram 12% para 231,1 milhões de euros.

Custos baixam com redução de trabalhadores e balcões

Nos primeiros nove meses do ano, o Novo Banco continuou a reduzir no número de funcionários. O número de trabalhadores desceu em 421 para 5675. Já o número de balcões caiu em 62 para 537. A entidade refere que essa redução permitiu baixar os custos operacionais. Caíram 12,4% para 394,2 milhões de euros, “reflexo das melhorias concretizadas ao nível da simplificação dos processos e da otimização das estruturas com a consequente redução de balcões e colaboradores”, diz o Novo Banco. Também o valor destinado para imparidades e provisões desceu. Baixou 26,1% para 563,2 milhões de euros.

O Novo Banco mostrou também que conseguiu captar depósitos. O valor aplicado nestes produtos teve uma subida homóloga de 5,3% para 25,96 mil milhões de euros, o que se traduz numa subida de 1,3 mil milhões de euros. No total de recursos de clientes, houve uma subida de 1,6%, de 578 milhões de euros, para 36,55 mil milhões de euros.

Já o rácio de capital situou-se, antes da operação de capitalização que permitiu concluir a venda ao Lone Star, em 9,7%, segundo as regras que entrarão em vigor no próximo ano. Mas o banco refere que “considerando as operações de reforço de capitais próprios ocorridas durante o mês de outubro de 2017, nomeadamente a compra e reembolso antecipado de dívida (Liability Management Exercise) e o aumento de capital no montante de 750 milhões de euros, o banco reforçou de forma significativa o seu capital”.

Atualizada às 20:28 com mais informação

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Gustavo Bom / Global Imagens)

Sofia Tenreiro: “Estamos a captar os portugueses que não queremos que fujam”

O ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva (C), ladeado por Ana Teresa Lehmann, secretária de Estado da Indústria (D), e Miguel Cabrita (E), secretário de Estado do Emprego, fala aos jornalistas no final da reunião com administração e Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa para discutirem um modelo de trabalho para o próximo ano, no Ministério do Trabalho e da Segurança Social, em Lisboa, 15 de dezembro ded 2017.  Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Autoeuropa. Governo dá luz verde a creches para destravar diálogo

Mário Centeno. Fotografia: REUTERS/Rafael Marchante

Fitch dá maior subida de rating de sempre a Portugal e coloca país no grupo da Itália

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo TUI
Novo Banco com prejuízo de 419 milhões de euros até setembro