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Novo Banco espera encaixar 700 milhões com venda de ativos não estratégicos

O banco liderado por Eduardo Stock da Cunha conta reduzir o peso dos ativos não estratégicos para 9 mil milhões de euros até final de 2016

A venda de ativos imobiliários e a alienação de participações financeiras fazem parte dos objetivos estratégicos do Novo Banco para este ano. O banco espera encaixar 700 milhões de euros com estas vendas e esse é um dos trunfos para atrair investidores.

A intenção do banco liderado por Eduardo Stock da Cunha é manifestada numa apresentação feita para os potenciais investidores que queiram comprar o Novo Banco, enviada, esta quarta-feira, à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Depois da apresentação dos principais indicadores do banco no último ano, o Novo Banco dedica um capítulo ao processo de reestruturação que está a ser levado a cabo, e que inclui também o já noticiado encerramento de 170 balcões e a redução da força de trabalho em cerca de mil trabalhadores, ao longo deste ano.

O plano agora apresentado inclui também a venda dos ativos não estratégicos, que foram transferidos para o chamado “side bank”. Neste veículo, foram colocados os ativos que são para vender, entre eles os ativos imobiliários, a seguradora GNB Vida, a participação na Ascendi e as operações internacionais do Novo Banco, à exceção da participação em Espanha. Ao todo, estes ativos ascendiam, no final de 2015, a 10,8 mil milhões de euros, refere o Novo Banco.

Ao mesmo tempo, o Novo Banco prevê uma “desalavancagem ordenada para maximizar o seu valor”. Isto inclui o desinvestimento em empresas e operações internacionais, bem como em fundos de reestruturação. O banco manifesta, assim, a intenção de se focar no mercado nacional.

Contas feitas, o Novo Banco espera reduzir o peso total destes ativos não estratégicos para 9 mil milhões de euros até ao final deste ano.

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