Dívida

Novo Banco financia-se em 400 milhões sem ativar Fundo de Resolução

António Ramalho, presidente do Novo Banco. (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
António Ramalho, presidente do Novo Banco. (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)

O Novo Banco pagou uma taxa de 8,5% por dívida subordinada, na primeira emissão da instituição financeira.

O Novo Banco conseguiu emitir 400 milhões de euros em dívida subordinada sem necessitar de pedir a ajuda do Fundo de Resolução para completar a operação. A taxa destes títulos, que contam como fundos próprios de nível 2, foi de 8,5%.

“O Novo Banco conclui hoje com sucesso a emissão de 400 milhões de euros de dívida subordinada, registando uma procura de mais do dobro da oferta para novos investidores, reforçando assim os seus capitais”, disse a instituição liderada por António Ramalho num comunicado enviado às redações.

Caso o banco não obtivesse a procura suficiente para concluir esta emissão que foi exigida pela Comissão Europeia, poderia pedir o apoio do Fundo de Resolução. Mas como houve interesse dos investidores esta entidade ficou liberta do compromisso de tomada firme, explicou o Novo Banco.

A par da emissão de novos títulos, o Novo Banco teve em curso uma operação de troca. Os investidores aceitaram substituir dívida antiga do banco por novos títulos no valor de 258,8 milhões de euros. Os restantes 141,2 milhões foram subscritos por novos investidores, com a procura a mais que duplicar a oferta.

A taxa de 8,5% foi a mais alta do ano na banca da zona euro feita em dívida Tier 2, segundo a Reuters. Mas o Novo Banco explica que “como houve uma larga adesão na troca de obrigações cupão zero de longo prazo (mais de 80%), o custo marginal para o Banco será cerca de 1/4 daquele valor”, o que ajuda a poupar o impacto na margem financeira da instituição.

Na semana passada a Caixa Geral de Depósitos financiou-se em 500 milhões de euros através de títulos tier 2 com uma taxa de 5,75%.

Atualizada às 18:03 com mais informação

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