Resultados

Novo Banco lucra 60 milhões no primeiro trimestre. Põe fim a ciclo de perdas

António Ramalho, CEO do Novo Banco. Fotografia: Global Imagens
António Ramalho, CEO do Novo Banco. Fotografia: Global Imagens

O banco passou de prejuízos de 130,9 milhões para um resultado positivo de 60,9 milhões de euros.

O Novo Banco saiu de prejuízos nos primeiros três meses do ano. A instituição liderada por António Ramalho lucrou 60,9 milhões de euros no primeiro trimestre, o que compara com um prejuízo de 130,9 milhões no mesmo período do ano anterior.

A ditar a melhoria dos resultados esteve a descida do valor das imparidades e provisões. Desceram 72,5% para 37,8 milhões de euros. Nos primeiros três meses de 2017 esse custo tinha sido de 137,4 milhões de euros.

A ajudar os resultados esteve ainda a classificação da GNB Vida como atividade em descontinuação. Isso teve um efeito de 51,2 milhões nas contas. “Sem este último efeito o grupo Novo Banco teria apresentado um resultado positivo de 9,7 milhões de euros no trimestre”, refere o banco no comunicado enviado à CMVM.

O banco reduziu os custos operacionais em 9,8% para 121,9 milhões de euros, menos 13,3 milhões que no mesmo período de 2017. Os custos com pessoal desceram mais de 8%.

Já a margem financeira desceu de 119 milhões para 97,4 milhões de euros. Em relação a março do ano passado, o rácio de crédito não produtivo (NPL) desceu de 35,2% para 29,7%. O Novo Banco diz que em 12 meses os NPL desceram 1,9 mil milhões de euros para 9,3 mil milhões.

O banco continua a reduzir o balanço. A carteira de crédito a clientes encolheu 2,19mil milhões de euros face a março do ano passado. Uma descida de 6,5%. A maior quebra registou-se no segmento de empresas. Já os empréstimos a particulares registaram uma subida de 0,3% para 11,3 mil milhões de euros.

O Novo Banco tinha no final de março um rácio de fundos próprios principais de nível 1 (capital de melhor qualidade) de 13,5%. No mesmo período do ano passado esse indicador era de 10,8%.

O banco liderado por António Ramalho interrompe um ciclo de prejuízos elevados que dura desde que foi criado no verão de 2014 após a resolução do BES. Só no ano passado teve perdas históricas de quase 1,4 mil milhões de euros que levaram o Fundo de Resolução a ter de injetar 790 milhões no Novo Banco ao abrigo de um acordo feito com a Lone Star no processo de venda. Daquele valor, o Tesouro teve de emprestar 430 milhões de euros.

Atualizada às 18:44 com mais informação

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