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Novo Banco: Mais de 100 trabalhadores do suporte admitem fazer greve

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O Novo Banco recusa fazer um Acordo de Empresa e ameaça com externalização os serviços de suporte do banco, diz o SINTAF.

Os mais de 100 trabalhadores que prestam serviços de suporte no Novo Banco querem uma garantia acerca da manutenção dos seus postos de trabalho e pedem uma melhoria salarial, admitindo o recurso à greve como forma de luta.

Desde 26 de abril deste ano que os trabalhadores da GNB Serviços de Suporte Operacional (GNB SSO) tentam negociar com a administração do Novo Banco a realização de um Acordo de Empresa (AE), o que tem sido recusado.

“São trabalhadores que prestam serviços bancários mas não são considerados bancários e deviam ser equiparados. Alguns trabalham há mais de 10 anos na empresa e há casos de trabalhadores a ganhar o ordenado mínimo”, afirmou Rute Pires, coordenadora do SINTAF-Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Financeira.

Os trabalhadores reuniram em plenário no dia 3 de agosto – no quarto aniversário da aplicação da medida de resolução ao Banco Espírito Santo – para debater a situação das negociações sobre o AE.

O sindicato apresentou ao Novo Banco a proposta de AE e divulgou, esta quarta-feira, um comunicado com a decisão dos trabalhadores: “estão dispostos a lutar por a negociação do AE e a adotar todas as formas de luta necessárias para a concretização do mesmo”.

“Estes trabalhadores deviam ter sido integrados no Novo Banco. Não o foram e o banco ameaça externalizar serviços. Se a empresa for vendida, não estão garantidos os postos de trabalho”, adiantou ao Dinheiro Vivo.

“Estes trabalhadores chegaram a executar, no passado, ordens de bolsa e outros serviços financeiros”, adiantou.

O SINTAF denuncia que “a administração do Novo Banco mantém a ameaça da externalização dos serviços, fator que causa muita instabilidade e contribui para a precariedade dos trabalhadores, que são imprescindíveis ao normal funcionamento do Novo Banco”.

“O serviço prestado terá sempre de ser feito, que ao ser externalizado irá trazer mais gastos financeiros ao banco e diminuição da qualidade de serviço prestada, colocando em risco a proteção de dados dos clientes”, frisa o sindicato afeto à CGTP.

Apesar de não serem considerados bancários, os trabalhadores de suporte do Novo Banco prestam serviços aos clientes do banco, realizando transferências bancárias, por exemplo. Também prestam serviços de apoio às agências do banco.

Ainda não possível obter um comentário do Novo Banco.

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