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Novo Banco quer cortar a metade crédito malparado

Byron Haynes e António Ramalho na cerimónia da assinatura da venda do Novo Banco à Lone Star, em 2017.
( Filipe Amorim / Global Imagens )
Byron Haynes e António Ramalho na cerimónia da assinatura da venda do Novo Banco à Lone Star, em 2017. ( Filipe Amorim / Global Imagens )

Em entrevista à Reuters, Byron Haynes, chairman do banco, explica planos que passam por retirar risco do balanço.

Detido pelo fundo americano Lone Star (75%, estando os restantes 25% ainda nas mãos do Fundo de Resolução), o Novo Banco tem planos ambiciosos para reduzir a 10% o malparado do banco no próximo ano. A revelação foi feita esta tarde pelo chairman da instituição, Byron Haynes, que numa entrevista à Reuters admitiu que esta redução para metade é fundamental para cumprir os planos de médio prazo traçados pelo banco, o terceiro no crédito, para conseguir alinhar-se com o resto do sistema financeiro nacional.

Numa altura em que mesmo a média de malparado (non performing loans, ou NPL) na banca continua nos 4,5%, um valor alto quando comparado com a média europeia, o Novo Banco está “a trabalhar para conseguir nivelar-se” com a banca portuguesa, explicou o banqueiro, que tem liderado um movimento que passa pela alienação de um pacote de NPL que ascende a 3 mil milhões de euros, imobiliário avaliado noutros 500 milhões e ainda outros bens não core, de acordo com os planos de restruturação acordados com Bruxelas.

Confirmando, na mesma entrevista, expectativas positivas depositadas na aprovação da venda do GNB Vida pelo regulador dos seguros, que permitiria um encaixe de 190 milhões de euros, Haynes sublinha que ambos os acionistas apoiam a estratégia desenhada para o banco. “A agenda é ambiciosa, diria que a oportunidade também e todo o nosso foco está em levar estas medidas adiante.” Quanto à possibilidade de considerar alguma fusão, o chairman rejeita que seja o momento adequado. “O crescimento virá dos negócios recorrentes e da nossa capacidade de retirar risco do balanço”, concluiu o responsável na mesma entrevista à Reuters.

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