Reestruturação

Novo Banco reduz um terço dos quadros desde 2014

Desde a resolução do BES, em agosto de 2014, o Novo Banco fecha 40% dos balcões e perde mais de 2600 funcionários

O Novo Banco vai reduzir mais funcionários e balcões este ano. Tudo somado, desde que este banco foi criado dos escombros do antigo BES, o número de trabalhadores é reduzido em mais de um terço. E o corte de balcões será de 40%. A tendência é comum a outros bancos nacionais, mas foi mais agressiva no Novo Banco.

A instituição financeira quer reduzir 400 postos de trabalho este ano. Até setembro do ano passado, data dos últimos dados disponíveis, o Novo Banco já tinha emagrecido, em termos consolidados, o número de funcionários em 2200. Com os cortes deste ano, esses números sobe para 2600, o que, face aos quase 7900 trabalhadores que o Novo Banco tinha quando foi criado, representa uma redução de um terço. O banco ficará com cerca de 5275 empregados após esta nova leva de reformas antecipadas e rescisões por mútuo acordo.

Na redução de balcões, o banco foi ainda mais agressivo. Desde a resolução do BES até setembro do ano passado, foram eliminadas 199 agências. O Novo Banco conta fechar mais 75 balcões este ano, baixando o número para cerca de 400. Logo após a resolução do BES, o banco tinha 674 agências. Em quatro anos vai cortar 40% dos balcões.

A Comissão Europeia alertou na terça-feira que o Novo Banco pode vir a precisar de mais fundos públicos que os 3,89 mil milhões de euros previstos no mecanismo de capital contingente, que prevê que o Estado, através do Fundo de Resolução, recapitalize o banco caso os rácios fiquem abaixo do exigido. Nesse caso, o banco teria de ser ainda mais agressivo no corte de custos, eliminando até mais 1100 postos de trabalho e 120 balcões.

No entanto, para o Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários “nada parece indiciar que os piores cenários venham a concretizar-se, designadamente o facto de o Estado português ver-se obrigado a injetar mais capital na instituição financeira por ausência de investidores e acionistas privados”. O banco ainda não apresentou as contas de 2017, mas tem sido noticiado que terá prejuízos avultados.

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