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Novo Banco quer relançar venda da operação em Cabo Verde

Novo Banco mantém intenção de desinvestimento no Novo Banco de Cabo Verde, no âmbito da reestruturação em curso.

A venda do Banco Internacional de Cabo Verde mantém-se nos planos de reestruturação do Novo Banco. Ou seja, ainda que o Banco de Portugal tenha chumbado a tentativa de venda a José Veiga, Stock da Cunha mantém a intenção de “desinvestimento” na operação em Cabo Verde.

“O Novo Banco vai continuar a executar os seus trabalhos de reestruturação, onde também se inclui o desinvestimento no BICV”, adianta a instituição financeira em comunicado, após a tomada de posição do Banco de Portugal.

A alienação do Banco Internacional de Cabo Verde insere-se no processo de reestruturação do NB, “onde existem compromissos de concentração nas áreas de negócio que constituem o essencial da atividade e de redução em áreas de negócio e geografias não estratégicas”. Entre elas, sublinha o banco, inclui-se “o BICV, que representa aproximadamente 0,2% dos ativos do Novo Banco”.

O comunicado enviado esta quarta-feira adianta ainda que “à semelhança dos restantes processos de desinvestimento”, também a alienação do Banco Internacional de Cabo Verde, chumbada agora pelo Banco de Portugal, foi pautada por “um modelo competitivo e não discriminatório”.

Para isto, continua, foram contratados assessores financeiros e legais e contactadas quase duas dezenas de potenciais compradores, assinados acordo de confidencialidade e considerada a única proposta obtida”. Tudo isto, “de uma forma diligente para obter o máximo retorno” possível.

“Uma vez assegurado esse objetivo, a concretização da venda ficou ainda dependente da não oposição ou da autorização pelas autoridades relevantes, a quem a transação foi comunicada” tendo, agora, o Banco de Portugal, fechado esta porta, “possibilidade acomodada pelas regras a que a transação está sujeita”.

O banco que herdou os ativos saudáveis do BES fechou um acordo de compra e venda com o empresário José Veiga para a venda do BICV por 14 milhões de euros. Já depois do acordo, José Veiga foi detido por suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, fraude fiscal, participação económica em negócio e tráfico de influências, no âmbito do processo Rota Atlântico. Chegaram também a ser apreendidos os 11 milhões de euros que tinha apresentado como sinal para este negócio.

Com base no conhecimento da existência de investigações relacionadas com a operação”, o regulador bancário deliberou opor-se à concretização da venda do Novo Banco de Cabo Verde.

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