Testes de Stress

Novo Banco tem de vender seguradora “no curto prazo”

Após os testes de stress hoje revelados e face às necessidades de capital identificadas, o Novo Banco terá de vender a participação que detém na Companhia de Seguros

O Novo Banco vai ter de vender a participação que detém na companhia de seguros e alienar outras participações consideradas não estratégicas para a sua atividade. Estas são duas medidas que a instituição liderada por Stock da Cunha terá de implementar para reforçar os rácios de capital, depois de ter chumbado no cenário mais adverso dos testes de stress, que ditaram necessidades de capital de 1,4 mil milhões de euros.

“De entre as principais iniciativas de execução no curto prazo, destacam-se as seguintes, que serão implementadas em estreita coordenação e com o apoio do Banco de Portugal e do Fundo de Resolução: alienação da participação do Novo Banco na GNB Vida – Companhia de Seguros, S.A e alienação de outras participações consideradas como não estratégicas para a atividade do grupo Novo Banco”, revela o Banco de Portugal em comunicado.

Estas duas medidas inserem-se no plano de reforço de fundos próprios e de reorganização estratégica do Novo Banco e que servirão para mitigar as necessidades de capital divulgadas hoje pelo Banco Central Europeu nos testes de stress.

Segundo o Banco de Portugal, as medidas “implementarão o reforço de fundos próprios que decorrerá do processo de venda da participação acionista detida pelo Fundo de Resolução no Novo Banco”, que de acordo com o supervisor liderado por Carlos Costa será retomado “de imediato”.

Também em comunicado, o Novo Banco garante que “as medidas se integrarão, com plena normalidade e sem perturbações, no relacionamento com os diversos stakeholders do Novo Banco, nomeadamente Depositantes e demais Clientes”.

A somar a isto, o Novo Banco acrescenta que “já iniciou os trabalhos inerentes à elaboração do plano de reorganização estratégica, que deverá ser debatido no âmbito da articulação existente com o BCE e com a Comissão Europeia”.

“Estima-se que este plano venha a estar concluído nas próximas semanas, materializando-se os respetivos resultados, de forma progressiva, a partir de 2016”, conclui.

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