Imobiliário

Novo Banco vendeu 106 milhões de euros em imobiliário até março

Banco quer encaixar 700 milhões de euros com a venda de imobiliário até ao final do ano.

O Novo Banco vendeu 106 milhões de euros em imobiliário no primeiro trimestre do ano, segundo a informação disponibilizada numa apresentação de investidores publicada na CMVM.

O objetivo do banco é conseguir vender 700 milhões de euros em imobiliário. O Novo Banco vai alienar ativos não-core, nomeadamente participações qualificadas em empresas.

Num documento enviado à CMVM, a instituição financeira liderada por Stock da Cunha menciona a otimização de custos que está “em linha com os pares ibéricos com o encerramento planeado par o médio prazo de aproximadamente 170 agências domésticas e uma redução de cerca de 1000 trabalhadores em 2016”.

A semana passada o Novo Banco já fez saber que o despedimento coletivo deverá abrander menos de 100 pessoas.

A meta é uma redução de cerca de 29% da rede para 425 balcões no longo prazo. O objetivo é aumentar o negócio para 11,2 mil milhões de euros no longo prazo.

O Novo Banco lembra o processo de desalavancagem com a redução de ativos ponderados pelo risco, a venda do BESI à Haitong em setembro do ano passado, a redução de custos na ordem dos 13%, o encaixe de 782 milhões já feito desde agosto de 2014 com a venda de ativos imobiliários e de 63 milhões que entraram com a venda de participações financeiras também desde essa altura.

O Novo Banco encerrou 2015, o primeiro ano completo da sua atividade. Nesse período, a instituição registou prejuízos de 980 milhões de euros, penalizados pelas provisões de 1.054 milhões de euros para crédito a clientes, títulos e imóveis e anulação de prejuízos fiscais.

Enquanto isso o processo de venda continua a decorrer e o objetivo é que este concluído até ao final de Julho. O modelo preferencial ainda não está fechado, estando em cima da mesa a possibilidade de venda direta ou dispersão em bolsa. O Governo não afasta a possibilidade de poder vender apenas uma parte do banco e não a maioria do capital e todas as hipóteses estão em aberto.

O ‘road show’ para a venda do Novo Banco foi mesmo alargado dois dias, segundo disse uma fonte ao Dinheiro Vivo, para que pudessem decorrer todas as reuniões previstas.

É a segunda vez que a venda foi relançada e há vários candidatos a acompanhar o negócio: O BCP já disse que ia avaliar se Bruxelas desse luz verde. O presidente do Santander Totta já admitiu que olha para todas as possibilidades e os chineses da Fosun também poderão entrar na corrida.

 

 

 

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