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Novo crédito à habitação aumenta em outubro após três meses em queda

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Os empréstimos concedidos pelos bancos a particulares para habitação aumentaram em outubro para os 811 milhões de euros

Os empréstimos concedidos pelos bancos a particulares para habitação aumentaram em outubro para os 811 milhões de euros, invertendo a trajetória descendente dos três meses anteriores, segundo dados divulgados hoje pelo Banco de Portugal (BdP).

De acordo com os últimos dados do BdP relativos a empréstimos e depósitos bancários, foram concedidos em outubro 811 milhões de euros pelos bancos às famílias para empréstimos à habitação, mais do que os 790 milhões de euros de setembro e os 810 milhões de euros de agosto e acima dos 706 milhões de euros concedidos em outubro de 2017.

Desde o início do ano foram já emprestados 8,104 mil milhões de euros de novos créditos à habitação, valor que compara com os 6,657 mil milhões de euros concedidos no ano passado entre janeiro e outubro.

Em outubro deste ano, de acordo com a informação divulgada pelo BdP, a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras foi de 2,43%, aumentando sete pontos base face ao mês anterior.

Nas operações acima de um milhão de euros a taxa de juro fixou-se em 1,77% e nas operações abaixo de um milhão de euros em 2,84%, mantendo-se o diferencial entre as mesmas “praticamente inalterado” face ao mês anterior.

Nas novas operações de crédito a particulares para habitação, a taxa de juro média diminuiu dois pontos base, para 1,34%, correspondendo a um novo mínimo da série. Já no crédito ao consumo e para outros fins, as taxas de juro médias foram, respetivamente, de 7,22% e 4,19% (7,22% e 3,84% em setembro).

Em julho, entraram em vigor as novas regras do Banco de Portugal que criam restrições à concessão de novos créditos à habitação e ao consumo, estabelecendo, por exemplo, que as famílias apenas podem gastar metade do seu rendimento com empréstimos bancários.

Apesar de não serem de cumprimento obrigatório, os bancos que não as cumprirem têm de explicar ao supervisor porque não o fizeram.

O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, avisou em maio, no parlamento, que se os bancos não respeitarem as regras poderão passar de recomendações a ordens vinculativas.

No final de outubro de 2018, os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 141,8 mil milhões de euros, refletindo uma taxa de variação anual de 2,1% e uma diminuição de 0,6 pontos percentuais face a setembro.

Na área do euro, a taxa de variação dos depósitos de particulares foi de 4,0% em outubro, que compara com 3,9% em setembro.

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