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Sabadell vai vender participação no BCP em operação relâmpago

Fotografia: André Kosters/ LUSA
Fotografia: André Kosters/ LUSA

Grupo espanhol era parceiro do BCP há quase duas décadas e agora abandona quase por completo o banco. Venda avança em "accelerated bookbuilding"

O Sabadell confirmou ter colocado à venda a sua participação no BCP depois da agência Bloomberg ter noticiado esta intenção pouco antes. O Millennium divulgou agora junto da CMVM um comunicado do grupo espanhol onde este dá conta da intenção de alienar 4,08% do capital social do banco, retendo para si uma fatia de apenas 0,14%.

Em causa está um lote de 38,5 milhões de ações do BCP que, ao valor de fecho do banco na sessão de bolsa de hoje, terão um valor de mercado na ordem dos 49,7 milhões de euros.

“A referida alienação realizar-se-á mediante o lançamento de uma oferta particular das ações, a realizar através de um processo de accelerated bookbuilding dirigido exclusivamente a investidores qualificados e institucionais”, refere o grupo no comunicado.

Por accelerated bookbuilding entende-se uma operação relâmpago, quase sem divulgação prévia, em que se procura fechar a transação em não mais de 48 horas.

Esta operação ficará a cargo do Citigroup Global Markets Limited (“Citi”), avança ainda o Sabadell na informação transmitida pelo BCP ao regulador português.

O grupo espanhol era parceiro do Millennium bcp há quase 17 anos e esta decisão marca uma nova alteração histórica na estrutura acionista do banco liderado por Nuno Amado desde que o grupo chinês Fosun entrou no capital do banco – depois de a Sonangol ter deixado de ser o maior acionista do banco ao fim de oito anos, agora é a vez da saída de um parceiro de longa data do Millennium.

“Após a conclusão da operação, o Banco Sabadell deverá permanecer titular de1.353.619 ações, representativas de 0,14% do capital social do Millennium bcp”, informa ainda o grupo espanhol.

A operação de colocação das ações do Sabadell estará a cargo do Citigroup, entidade com quem os espanhóis se comprometeram a “um compromisso de não alienação (lock-up)” das ações remanescentes, um lock-up cujo desbloqueio fica dependente de consentimento “prévio por escrito do Citi” e que vigora “por um período de 90 dias contados da presente data”.

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