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OPA. Associação Mutualista detém 98,3% do Montepio

Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens
Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens

Montepio será, agora, transformado em sociedade anónima

Concluída a oferta pública de aquisição (OPA) do Montepio, a Associação Mutualista passa a deter mais de 393 milhões de unidades de participação, o que corresponde a 98,3% da totalidade do Fundo de Participação da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG). Até ao final da semana serão concluídos os procedimentos legais para a transformação desta instituição numa sociedade anónima. Tomás Correia, presidente da Associação Mutualista, classifica a operação como um “inquestionável sucesso”.

Segundo os resultados da OPA divulgados esta segunda-feira, a Associação Mutualista Montepio Geral adquiriu, através do Serviço de Centralização de Bolsa, 44.209.580 unidades de participação através do Serviço de Centralização de Bolsa, correspondentes a 11,05% do Fundo de Participação, a que acrescentam mais 7.168.774 unidades de participação comprados em mercado (1,79%). Tendo em conta o valor de referência da oferta de um euro, a operação terá obrigado a um gasto superior a 50 milhões de euros.

Antes da OPA, a Caixa Económica controlava 85,43% do Fundo de Participação, com os 12,84% adquiridos durante a oferta, a deter 98,28% deste instrumento. Por comprar ficaram 6.897.008 unidades de participação, correspondentes a 1,72% do fundo. e que poderão vir a ser sujeitos a uma OPA potestativa, depois da transformação do banco mutualista em sociedade anónima.

Garantido é que a CEMG não se mantém no PSI20 e a sua exclusão produz efeitos esta terça-feira, dia 12 de setembro, conforme determinou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. A negociação das unidades de participação vai ser suspensa, também, já na terça-feira.

De resto, “no pressuposto que o registo comercial da transformação [da CEMG] em sociedade anónima é obtido em 14 de setembro, as unidades de participação serão excluídas em 15 de setembro”, lê-se no documento libertado durante a sessão especial de bolsa que decorreu esta segunda-feira.

Já em comunicado, o presidente da Associação Mutualista, Tomás Correia, sublinha que “o sucesso desta operação criou todas as condições para concretizar a nossa missão, que é a de abrir, na maior extensão possível, o capital social da Caixa Económica Montepio Geral a entidades e parceiros da economia social. A transformação da CEMG numa Instituição Financeira da Economia Social é uma etapa fundamental para o reforço do setor da economia social em Portugal. Estamos preparados e muito motivados para contribuir ativamente para o desenvolvimento socioeconómico do nosso país”.

Já o secretário de Estado Adjunto e das Finanças destacou, num encontro com jornalistas, que “o interesse na diversificação (da estrutura acionista do Montepio) é útil”. Ricardo Mourinho Félix adiantou que “existem alguns parceiros que demonstraram interesse e que estão a olhar para o banco, que tem um caráter específico”. Uma referência à possível entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no capital da Caixa Económica.

No primeiro semestre do ano, a CEMG teve lucros de 13 milhões de euros, valor que compara com o prejuízo de 68 milhões registado em igual período de 2016.

 

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