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Pagamentos eletrónicos já não são exclusivos dos mais jovens

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A tecnologia nos pagamentos está a chegar à fatia mais velha da população. Mais de 10% dos portugueses entre os 60 e os 74 anos prefere o cartão.

O uso de meios de pagamento eletrónicos já não é exclusivo dos mais jovens. A tecnologia nos serviços bancários está a chegar à fatia mais velha da população portuguesa e há até quem já não esteja satisfeito com o pagamento em numerário. Cerca de 19% dos portugueses entre os 60 e os 74 anos já fazem compras online e cerca de metade utiliza cartão multibanco para pagar contas acima dos 20 euros.

Estes dados foram apresentados esta quarta-feira pela MasterCard, e revelam “a perceção que este segmento da população tem da panóplia de opções de pagamento que tem à sua disposição e, depois, na forma como a está já a usar”, sublinha Paulo Raposo, representante da Mastercard em Portugal.

11% dos portugueses nesta faixa etária sente-se “insatisfeito” com os pagamentos em numerário, o que mostra que os tempos estão a mudar. A comodidade, o controlo financeiro e a segurança são algumas das razões apontadas. Além dos pagamentos, 45% diz utilizar o homebanking para consultar o saldo da conta bancária.

A maioria dos portugueses nesta faixa etária, 69%, tem acesso à internet através de um tablet ou de um computador, e 25% diz ter instalado a app do seu banco no telemóvel.

“O estudo surpreende porque desmonta o mito urbano de que os nossos pais e avós não estão a acompanhar a evolução tecnológica. É certo que ainda existe uma forte relação emocional com o dinheiro (em numerário), mas essa relação tem, sobretudo, uma expressão mais significativa naqueles que residem no interior, mas também nos que têm menos escolaridade”, acredita Paulo Raposo.

Um comportamento em linha com o facto de 70% reconhecer uma profunda evolução nos meios de pagamento e com 69% a avaliar de forma muito positiva essa mudança.

A inevitabilidade da tecnologia

O cartão é cada vez mais utilizado e vai gradualmente substituindo o dinheiro em numerário, o que pode fazer adivinhar a sua extinção a longo prazo. Para metade dos portugueses entre os 60 e os 74 anos, o cartão é o meio de pagamento para os produtos de primeira necessidade e para contas de mais de 20 euros. Por outro lado, as notas e moedas são a opção para despesas como o café, o jornal, o envio de cartas nos CTT, ou despesas inferiores a 20 euros.

Apesar disso, o homebanking e os pagamentos ‘contactless’ estão a ganhar terreno e são cada vez mais apreciados pelos mais velhos, por isso 14% dos portugueses nesta faixa etária considera mais prático (40%) e mais seguro o (40%) que o dinheiro na carteira. Por outro lado, 32% ainda resiste e encontra mais desvantagens neste tipo de pagamentos.

Os pagamentos “sem PIN”, os designados pagamentos ‘contactless’ são mais fáceis, rápidos e oferecem mais segurança. A Mastercard salienta que esta fatia da população mostra “total abertura e vontade de utilizar” este método de pagamento.

Visão de futuro

A relação emocional com o dinheiro em forma física tem maior expressão no interior do país e nas pessoas com menos escolaridade. Contudo, 45% dos portugueses entre os 60 e os 74 anos já passa alguns dias sem levantar dinheiro.

Segundo o estudo, as opiniões dividem-se quando chega a altura de considerar cenários futuros, como pagar com o telemóvel, ou andar em transportes que detetem automaticamente os dados. Mas a consciência da integração da tecnologia é cada vez maior.

Quase metade dos portugueses nesta faixa etária admite que é necessário adaptar-se às tecnologias, mesmo nos pagamentos, e prevê que na próxima década “tudo será feito via online ou digital”.

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