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Paulo Macedo: “Bancos espanhóis têm estratégia de agressividade em Portugal”

Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. (Tony Dias/Global Imagens)
Paulo Macedo, presidente executivo da Caixa Geral de Depósitos. (Tony Dias/Global Imagens)

O presidente da Caixa Geral de Depósitos, Paulo Macedo, diz que o banco não pode ter promoções por antiguidade.

Paulo Macedo considera que o ambiente na Caixa Geral de Depósitos e na banca portuguesa mudou nos últimos anos. O presidente do banco público disse, numa audição parlamentar esta quinta-feira, que “a banca está a ser confrontada com uma quebra sem precedentes da sua rentabilidade” e que os desafios comerciais que são enfrentados atualmente “não têm nada a ver com os do passado”.

Além disso, Paulo Macedo considera que os bancos espanhóis estão mais agressivos em Portugal. “Os bancos espanhóis têm uma estratégia de agressividade em relação a Portugal”, indicando os casos do Santander Totta, BPI e Bankinter. Nos últimos anos, o banco público tem vindo a perder quota de mercado face ao Santander Totta no crédito, apesar de continuar a liderar nesse segmento.

Além da maior concorrência espanhola, o presidente do banco público diz que a Caixa tem indicadores que não se observam noutros bancos. “É o único banco em que as comissões não cobram salários dos trabalhadores”, disse Paulo Macedo. E considera que, por isso, é que é necessário fazer um novo acordo de empresa.

O anterior foi denunciado pela gestão da CGD. Paulo Macedo explica que é necessário um novo acordo que termine com as promoções por antiguidade e que passe a ter promoções por mérito. “Não há nenhum banco que continue a ter promoções por antiguidade”, disse o líder do banco público. E revelou que há “pessoas que estão há dois anos em casa e vão ter de ser promovidas por antiguidade”.

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