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PCP disponível para acompanhar pedido de exoneração de Carlos Costa

MÁRIO CRUZ/LUSA
MÁRIO CRUZ/LUSA

Jerónimo de Sousa diz que o PCP vai analisar os fundamentos de uma eventual proposta do governo, na sequência da recomendação apresentada pelo BE.

O secretário-geral comunista recordou esta segunda-feira críticas anteriores do PCP ao atual governador do Banco de Portugal (BdP), mostrando disponibilidade para acolher a resolução anunciada pelo BE pela exoneração de Carlos Costa.

“Não conheço os fundamentos do projeto de resolução do BE. O que podemos dizer é que foram diversos os momentos em que criticámos o papel do supervisor, não só em relação ao processo da Caixa [Geral de Depósitos], mas outras instituições financeiras. A nossa crítica demonstrou que nem sempre o atual governador cumpriu da melhor forma e acompanhou esses processos”, afirmou Jerónimo de Sousa, à margem de um encontro com representantes sindicais de professores, na sede nacional do PCP, em Lisboa.

O BE apresentou hoje um projeto de resolução no qual pede a avaliação da idoneidade do governador do Banco de Portugal, considerando que Carlos Costa “não pode estar acima de escrutínio”, e defendeu a sua exoneração do cargo.

“É o Governo quem toma a iniciativa, ouvida a Assembleia da República. Caso os fundamentos dessa proposta mereçam o nosso acolhimento e atenção, fá-lo-emos, no quadro de outras críticas anteriores que fizemos”, disse o líder comunista.

“O governador do Banco de Portugal não pode estar acima de escrutínio. A suspeita quanto à sua idoneidade é, em si, incompatível com as funções que desempenha”, lê-se no projeto de resolução (recomendação ao Governo) que deu hoje entrada na Assembleia da República.

Em causa está a intervenção de Carlos Costa em créditos concedidos pela Caixa Geral de Depósitos quando era administrador do banco público.

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