Banco Santander

Pedro Castro Almeida: “Estaremos atentos a oportunidades”

O CEO do Santander Totta, Pedro Castro Almeida, na conferência de imprensa  para apresentação dos resultados do 3.º trimestre de 2019. (ANTÓNIO COTRIM/LUSA)
O CEO do Santander Totta, Pedro Castro Almeida, na conferência de imprensa para apresentação dos resultados do 3.º trimestre de 2019. (ANTÓNIO COTRIM/LUSA)

Portugal tem bancos a mais e o Santander vai estar de olhos postos no mercado.

É o maior banco privado em Portugal, em ativos e crédito. Vai fechar neste ano com o melhor resultado de sempre. E, segundo Pedro Castro Almeida, presidente executivo, o Santander admite voltar a comprar bancos em Portugal.

Quais as perspetivas que tem para a rentabilidade do setor bancário em Portugal? Mantém um certo pessimismo quanto ao futuro?
As taxas de juro baixas e até negativas perturbam o normal funcionamento do negócio. Os aforradores sentem na pele este contexto, visto receberem remunerações baixas pelos seus depósitos, o que, no caso português, afeta ainda mais, dado o baixo nível de poupança do país. Perante este cenário, sente-se um impacto negativo no negócio bancário. No nosso caso, como temos um balanço forte e equilibrado, sentimos capacidade para resistir até à necessária normalização.

O Santander tem ainda carteiras de crédito para vender? Quanto vendeu neste ano?
Temos um rácio de NPE (non-performing exposure) bastante baixo, o qual atingiu no final de setembro um valor ligeiramente acima dos 3%. Gerimos com prudência, só concedemos crédito quanto isso faz sentido, aconselhamos bem os nossos clientes, olhamos para o médio e longo prazos. Nos últimos 12 meses, vendemos 800 milhões de euros de crédito malparado.

Santander pede fim dos juros negativos nos grandes depósitos. Leia mais aqui

O banco está ou vai aplicar comissões nos grandes depósitos?
Já podíamos estar a aplicá-las como já o fazem outras instituições, mas aguardamos a resposta do Banco de Portugal a um pedido de esclarecimento.

A consolidação do setor em Portugal já terminou? O Santander pode ser um participante ativo, se houver movimentos de consolidação no futuro?
Se há banco que cresceu nos últimos anos em Portugal foi o Santander, através da assimilação do Popular e do Banif, ambos em situações-limite. Hoje somos o maior banco privado em Portugal, em ativos e crédito. E vamos fechar o ano a gerar o melhor resultado de sempre em Portugal. Temos uma dimensão adequada e as nossas quotas de mercado são bastante robustas. Um em cada cinco créditos é feito no Santander.

Santander universidades dá 500 bolsas até fim do ano. Saiba mais aqui

Ter dimensão no mercado é relevante, claro, até porque nos permite ter uma oferta geográfica – por exemplo, nas ilhas, o que é chave para nós – e de portfólio de serviços mais completa e robusta. Mas esses passos, a tal expansão não orgânica, dão-se apenas quando estão reunidas todas as condições. Gerir um banco significa gerir as poupanças dos clientes. Isso implica gerir sempre com muita responsabilidade. A base do negócio bancário é esta e nunca devemos perder isto de vista. Portugal tem excesso de bancos e estaremos sempre atentos ao mercado e a oportunidades que se revelem adequadas.

Santander compra eBury. Leia aqui

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho (D), e o secretário de Estado do Emprego, Miguel Cabrita (E). Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Salário mínimo de 635 euros? Dos 617 dos patrões aos 690 euros da CGTP

concertação

Governo sobe, sem acordo, salário mínimo até 635 euros em 2020

concertação

Governo sobe, sem acordo, salário mínimo até 635 euros em 2020

Outros conteúdos GMG
Pedro Castro Almeida: “Estaremos atentos a oportunidades”