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Permanência de José de Matos na CGD depende “das circunstâncias”

José de Matos, presidente da CGD
Foto: Nuno Lomba / Global Imagens
José de Matos, presidente da CGD Foto: Nuno Lomba / Global Imagens

A gestão do banco público já falou com o governo sobre os problemas da CGD. Banqueiro diz que "o futuro a Deus pertence"

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados de 2015, José de Matos recusa-se a comentar as conversas com o Governo sobre a renovação de mandatos dos gestores do banco público.

Várias notícias dão conta da intenção do Executivo de António Costa substituir a liderança da Caixa Geral de Depósitos, José de Matos “responde” com silêncio.

O banqueiro diz que “o futuro a Deus pertence” e escusa-se a entrar em detalhes. No entanto, deixou escapar que “dependerá das circunstâncias”.

José de Matos acrescenta que, tal como acontece com todos os executivos, já falou “sobre os problemas da CGD”. O banco é demasiado importante, refere. E, salienta, que está satisfeito com o “trabalho realizado” no banco.

Sobre as conversas com o atual executivo, o banqueiro adianta que o plano de capital e financiamento, sobretudo o pagamento dos Coco’s [obrigações de capital contingente], é um dos temas já abordados.

O banco estatal tem ainda por devolver 900 milhões de Coco’s ao Estado. Passos Coelho chegou a mostrar, na conferência da Redação Aberta do Jornal de Negócios, algum desconforto por a CGD não ter ainda começado a reembolsar o erário público.

José de Matos aproveitou para levantar dúvidas sobre o modelo de aumento de capital adotado para a CGD. “Se tivéssemos capital em vez dos Coco’s pagaríamos menos 90 milhões de euros”, refere.

De qualquer forma, José de Matos rejeita fazer críticas diretas ao acionista, sobretudo ao executivo de coligação PSD/CDS. “O anterior governo teve toda a atenção”, refere. “Não houve qualquer restrição de capital.”

“Qual é a preocupação com os Coco’s?”, questionou. “Vejo muita gente preocupada. Não percebo”, admitiu José de Matos, acrescentando que as caraterísticas da recapitalização da CGD foram distintas das ajudas concedidas a outros bancos.

José de Matos realçou ainda que a CGD não está dependente do financiamento de curto prazo do Banco Central Europeu, o que “é um sinal para o sistema e externamente”.

Notícia atualizada

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