Malparado

PME. Supervisores querem maior formação financeira

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Os supervisores lembram que o malparado é um problema para a banca e para as empresas.

Os supervisores do setor financeiro – Banco de Portugal (BdP), Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) e a Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) querem que as Pequenas e Médias Empresas (PM) apostem na formação financeira como ferramenta para o crescimento das empresas.

“O financiamento das empresas e das PME é um assunto que nos deve preocupar porque elas são parte da dinâmica empresarial”, afirmou Elisa Ferreira, do BdP, numa conferência dedicada ao tema, que decorreu em Lisboa. “A dimensão financeira nas empresas precisa de ser reforçada”, avisou, dizendo ainda que existem novos mecanismos de enquadramento jurídico-legal a ser preparados.

A responsável lembrou ainda que o crédito malparado é um dos “grandes problemas” da banca e que faz parte do trabalho dos supervisores “transferir para o tecido, seja empresarial ou individual do cidadão, a informação necessária para uma plena cidadania e performance das funções empresariais”.

Já José Figueiredo Almaça, presidente da AFS, referiu a existência de oportunidades para a criação de valor e a importância de se conhecer o mercado, para “planear e avaliar os riscos de forma mais eficiente e maximizar o potencial do seu negócio com escolhas informadas e tomarem decisões adequadas para o crescimento sustentável que tanto procuramos e a estabilidade do sistema financeiro”.

O presidente da CMVM, Carlos Tavares, frisou que o excesso de endividamento é um fator de limitação do crescimento das empresas, “muitas economicamente viáveis mas financeiramente inviáveis” e que a formação financeira pode ajudar a identificar determinados problemas. “A dívida torna-se um fator de limitação do crescimento acima de 90% do PIB”, explica.

“A formação financeira e económica é muito importante neste contexto se quisermos impulsionar a economia, que só pode ser impulsionada pelas empresas. É preciso ter consciência dos perigos do endividamento”, avisa, lembrando que a CMVM tem algumas iniciativas neste sentido.

Há uma urgência de recapitalização das empresas e o sistema financeiro tem um papel neste processo. “É uma questão onde a banca e as empresas têm interesses convergentes”, nomeadamente para resolver o problema do crédito vencido, afirmou.

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