Banco Popular Portugal

Despedimentos do espanhol Popular podem chegar a Portugal

Dimensão do impacto na operação de reestruturação do Banco Popular no mercado nacional ainda não é conhecida.

O plano de reestruturação do banco Popular em Espanha, que passa pelo encerramento de 300 balcões e redução de cerca de 3 mil trabalhadores, poderá afetar a operação em Portugal. Um impacto que ainda não é conhecido.

“O plano de reestruturação do grupo em Espanha pode levar ao encerramento de agências e a despedimentos no mercado nacional, mas desconhecemos em que medida”, admite fonte oficial do banco Popular em Portugal quando contactada pelo Dinheiro Vivo.

Há uma semana, ainda não eram conhecidos os contornos do plano, Carlos Álvares, presidente do Popular em Portugal já admitia essa possibilidade. “Portugal não é uma ilha”, disse ao Dinheiro Vivo.

“O sistema financeiro passa por uma revolução, com a tecnologia a alterar o paradigma do sistema. As pessoas hoje em dia fazem muita coisa, sobretudo os particulares, através do telemóvel, o que significa que, se as pessoas deixam de utilizar as agências para se relacionarem com a banca e para executarem as suas transações, a certa altura há algumas agências que acabam por ser fusionadas. O Banco Popular está a seguir esse caminho em Espanha, mas não é, sequer, precursor, houve outros que avançaram com medidas semelhantes antes”, comentou.

Em Portugal, mercado que tem atravessado um processo de consolidação do sector da Banca, o Popular já fechou “cerca de 60 agências nos últimos quatro ou cinco anos”, lembra. Processo que não afetou no entanto o número de colaboradores. “Nunca reduzimos a nossa equipa de trabalho. Vamos a ver, não conheço os números exatos de Portugal, mas admito que não vamos ficar de fora deste plano de ajuste. Portugal não é uma ilha”, frisou Carlos Álvares.

Em Portugal, o Popular tem 170 agências e cerca de 1.500 colaboradores.

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