Futuro da Banca

Popular afunda em bolsa com receios sobre solidez

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Banco espanhol caiu mais de 14% esta manhã, com os investidores preocupados com a necessidade de recapitalização da entidade

O espanhol Banco Popular, que também está presente em Portugal, voltou esta segunda-feira a afundar em bolsa, caindo mais de 14% esta manhã.

O banco, que está a ser alvo de propostas de compra urgentes devido à necessidade de reforçar capitais – e já avançou com um plano de reestruturação que também atinge Portugal, com o corte de cerca de 300 empregos, estando a saída do país em cima da mesa – até começou a sessão a subir mas rapidamente inverteu a tendência. Foi preciso utilizar o mecanismo de estabilização de ações da bolsa espanhola para evitar quedas maiores, diz o Cinco Días.

A tendência de queda já decorre há vários dias e desde quinta-feira que a desvalorização totaliza 35%, o que representa uma redução de mais de mil milhões na capitalização bolsista da entidade.

O banco definiu 10 de junho como limite para receber ofertas de compra, onde estão interessados como o Caixabank, o BBVA ou o Santander. O mercado, contudo, é mais impaciente e tem castigado o banco em bolsa, sobretudo depois do mecanismo europeu de resolução bancária ter avisado que segue “muito de perto” a situação, apontando para um possível resgate caso não seja encontrado comprador.

O BCE já convocou o presidente do Popular para uma reunião de emergência esta terça-feira para analisar possíveis opções. O banco vale hoje menos do que há uma semana, o que limita a capacidade para levantar fundos e dilui bastante a posição dos atuais acionistas.

O Cinco Días noticia ainda que o banco tem oito mil milhões de euros disponíveis para um resgate. Quer o mercado quer as autoridades espanholas procuram uma solução rápida uma vez que a desvalorização tem impacto nas emissões de dívida, com receios de que os investidores paguem parcialmente o resgate do banco.

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