Espanha

Popular assume perda de credibilidade com mensagens erradas ao mercado

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"Não fomos capazes de nos explicar de forma coerente", reconheceu José Sánchez-Asiaín, o novo CEO do banco espanhol que assumiu o cargo esta semana.

O novo diretor executivo do Popular, José Ignacio Sánchez-Asiaín, assumiu que a perda de credibilidade do banco se deveu a mensagens erradas dadas ao mercado.

Numa intervenção no XXIV Encontro do sector financeiro, organizado pela Deloitte, ABC e a Empresa de avaliação Tasación, o CEO começou por afirmar que o banco gerou “pouca confiança no mercado” por não ter quantificado a necessidade de provisões para cobrir os ativos tóxicos imobiliários.

“Não fomos capazes de nos explicar de forma coerente”, reconheceu José Sánchez-Asiaín, que assumiu o cargo esta semana.

Em causa está o facto de seu antecessor, Pedro Larena, ter ocultado os resultados consolidados do banco, revelando apenas os números das várias divisões de negócios.

O novo CEO garantiu que agora o banco tem mais capital que no início da crise financeira, mas explicou que as mudanças regulatórias fizeram com que não sejam contabilizados alguns recursos próprios.

José Sánchez-Asiaín salientou que o banco tem 4,5 milhões de clientes. O Popular “tem um grande valor para o sistema produtivo espanhol” tendo em conta que 65% do crédito foi atribuído a pequenas e médias empresas”.

Apesar das declarações do novo CEO do Popular, o facto é que a instituição tem vindo a perder clientes. Para travar a fuga de depósitos, o banco começou a oferecer juros até 4% nos depósitos, num produto ligado ao basquetebolista Pau Gasol.

Segundo o jornal Cofidencial, esta é mesmo a maior campanha de depósitos da banca espanhola na atualidade.

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