Futuro da Banca

Popular corta direções regionais e 302 agências

Fotografia: REUTERS/Juan Medina
Fotografia: REUTERS/Juan Medina

Mudanças irão acompanha processo de reorganização do quadro de pessoal que neste momento está a ser negociado com os trabalhadores, diz banco

O banco Popular comunicou hoje a intenção de remodelar a sua rede comercial para “melhorar a rentabilidade e eficiência da mesma”, tendo anunciado a redução das direções territoriais e regionais e o corte de 302 sucursais do banco.

“As direções territoriais são reduzidas a Andaluzia, Catalunha e Baleares, Centro, Levante, Norte e Pasto, além de Portugal”, refere o comunicado do grupo espanhol sobre o novo plano 2016-2018. O banco espanhol, e no final de 2015, contava com 169 agências em Portugal, empregando mais de 1160 pessoas.

Contactado, fonte oficial do grupo bancário espanhol apontou ao Dinheiro Vivo que “o comunicado enviado refere-se apenas à operação do Banco Popular Español e Banco Pastor”, não detalhando portanto que tipo de alterações poderão estar reservadas para o mercado português.

Além dos cortes nas direções territoriais, o Popular avançará igualmente com a fusão de 14 direções regionais, “deixando o total em 25”. “Estas alterações serão completadas com a redução de 302 sucursais que, por motivos de proximidade ou rentabilidade, serão integradas em outras já existentes”, detalha ainda o banco.

Em julho já tinha sido noticiada a intenção do Popular de reduzir em até 20% o seu total de trabalhadores, sobretudo através de reformas antecipadas, falando-se então em cortes de entre 2500 e 3000 empregos que poderiam chegar a Portugal.

O plano de reestruturação do grupo em Espanha pode levar ao encerramento de agências e a despedimentos no mercado nacional, mas desconhecemos em que medida”, admitiu fonte oficial do banco Popular em Portugal quando contactada pelo Dinheiro Vivo, no final de setembro.

De acordo com o comunicado desta quinta-feira, e além das reduções, há outras mudanças em curso no grupo espanhol. Depois da divisão entre o negócio bancário e o imobiliário no seio do grupo, vão agora surgir “quatro novas direções regionais” dedicadas ao imobiliário “assim como a outros ativos não produtivos”.

“Estas alterações irão se materializando de forma gradual, acompanhando o processo de reorganização do quadro de pessoal que neste momento está a ser negociado com as representações dos trabalhadores do banco”, diz ainda o Popular.

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