dívida pública

Portugal coloca dívida a 5 e 10 anos com taxas mais baixas de sempre

Cristina Casalinho, presidente do IGCP. Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. Fotografia: Diana Quintela / Global Imagens

Portugal colocou hoje 1.207 milhões de euros em Obrigações do Tesouro a 5 e 10 anos, com as taxas de juro a atingirem o nível mais baixo de sempre.

Portugal colocou, esta quarta-feira, milhões de euros em Obrigações do Tesouro a cinco e dez anos, com as taxas de juro em ambos os prazos a atingirem o nível mais baixo de sempre, foi anunciado.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na Bloomberg, a cinco anos foram colocados 724 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) à taxa de juro de 0,529%, inferior à taxa do anterior leilão comparável, de 0,577%, em 14 de fevereiro.

A procura atingiu 2.019 milhões de euros para as OT a cinco anos, 2,79 vezes superior ao montante colocado.

No prazo mais longo, a dez anos, Portugal colocou esta quarta-feira 483 milhões de euros à taxa de juro média de 1,670%, inferior à verificada no anterior leilão comparável de 14 de março (1,778%).

Neste prazo, a procura atingiu esta quarta-feira 1.102 milhões de euros, 2,28 vezes o montante colocado.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) tinha anunciado, para esta quarta-feira, hoje a realização de dois leilões de OT com maturidades em 25 de outubro de 2023 (cinco anos) e 17 de outubro de 2028 (dez anos), com um montante indicativo global entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

No anterior leilão de OT a dez anos, em 14 de março, Portugal colocou 975 milhões de euros à taxa de juro de 1,778%, inferior à taxa do anterior leilão comparável, de 2,046%, em 14 de fevereiro.

Em relação ao mais recente leilão de OT a cinco anos, este realizou-se em 14 de fevereiro, quando foram colocados 490 milhões de euros à taxa de juro média de 0,577%, inferior à verificada no anterior leilão comparável de 11 de outubro de 2017 (0,916%).

Para Filipe Silva, diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, as duas emissões “correram melhor do que o esperado, quer em termos de taxa, quer quanto à procura”.

“As taxas foram mais baixas do que estávamos à espera: não só foram mais baixas do que as dos últimos leilões comparáveis como foram até inferiores àquilo que o mercado secundário está a fazer”, adiantou, sublinhando que a procura também subiu.

“O país conseguir financiar-se a longo prazo com as taxas mais baixas de sempre é o melhor que se pode esperar”, concluiu Filipe Silva.

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