Dívida

Portugal paga juro mais baixo de sempre em leilão de longo prazo

Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens
Fotografia: Reinaldo Rodrigues/Global Imagens

Juros exigidos pelos investidores para comprar obrigações do tesouro português voltam a cair para novo recorde. Portugal emitiu 1250 milhões de euros

Os juros cobrados pelos investidores para comprar dívida portuguesa voltaram a cair para um novo mínimo de sempre. A Agência de Gestão da Tesouraria e Dívida Pública regressou esta quarta-feira ao mercado para colocar 1250 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) a 10 e a 15 anos e viu as taxas caírem em ambos os prazos.

Nas obrigações com maturidade a 15 de junho de 2029, ou seja, emissão a dez anos, a taxa de juro fixou-se em 0,639%, tendo sido emitidos 625 milhões de euros – a procura superou 1,8 vezes a oferta.

No último leilão com maturidade idêntica a taxa tinha ficado nos 1,059%, o que já era um mínimo histórico. Isto significa que esta foi a primeira vez que Portugal conseguiu uma taxa inferior a 1%.

Na emissão com limite a 18 de abril de 2034, ou seja maturidade de 15 anos, o Estado português financiou-se em 625 milhões de euros, tendo conseguido uma yield de 1,052%. A procura dos investidores superou a oferta em 1,63 vezes. Em maio, o juro tinha sido de 1,563%, mas a procura tinha maior.

Filipe Silva, do Banco Carregosa, sublinha a boa prestação do País nas idas ao mercado. “Portugal continua a estabelecer recordes, com novos mínimos históricos atingidos no que paga pela sua dívida de longo prazo”. O analista realça ainda que “a postura dos bancos centrais têm sido mais defensivas, com receios de um abrandamento económico ou possível recessão” e que “estes fatores têm levado as taxas das dívidas soberanas para valores mais baixos. Portugal não foge à regra e vê neste momento as suas taxas em mínimos históricos. É mais um leilão positivo e com taxas muito abaixo do custo médio da dívida nacional”, destacou.

A redução das yields nesta emissão já eram antecipadas pelo mercado. “Face às baixas taxas de juro praticadas nos bancos, e como alternativa de investimento, é normal que haja uma boa procura pelas Obrigações do Tesouro portuguesas. O sentimento e confiança positivos face à economia portuguesa serão outros factores que contribuirão positivamente para a procura das OT”, detalhou Carla Maia Santos, Sales Team Leader.

 

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