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Prejuízo do Novo Banco foi “anómalo”. Vai pedir mais dinheiro até 2020

Novo Banco

Banco vai pedir mais dinheiro nos próximos dois anos e a comissão de acompanhamento admite que há mais imparidades a fazer.

O Novo Banco teve um prejuízo de 1,4 mil milhões de euros em 2018. E essa perda levou a entidade a pedir mais 1,15 mil milhões ao Fundo de Resolução ao abrigo de um mecanismo acordado na altura em que o banco foi vendido à Lone Star. A comissão de acompanhamento do banco considera que o resultado foi “anómalo” e espera mais injeções de capital nos próximos dois anos. Poderão ser de 640 milhões acrescidos dos prejuízos que venham a ser reportados em 2019.

José Bracinha Vieira, um dos dois membros em funções na comissão de acompanhamento, considera que “o prejuízo de 2018 foi anómalo”. Explica que os números foram influenciados por perdas fiscais de 620 milhões de euros devido à anulação de prejuízos fiscais reportáveis.

O responsável da comissão que tem como função emitir pareceres relacionados com os ativos incluídos no mecanismo de capital contingente admite mais chamadas de capital nos próximos dois anos, mas de valores inferiores. No entanto, Bracinha Vieira diz que o número final está dependente dos rácios de capital exigidos pelo Banco Central Europeu (BCE).

Na venda do Novo Banco à Lone Star em 2017, o Fundo de Resolução comprometeu-se a injetar um máximo de 3,89 mil milhões de euros até 2025 para cobrir perdas relacionadas com um conjunto de ativos que vieram do antigo BES. Esta comissão de acompanhamento deve “apreciar e emitir parecer (não vinculativo) sobre questões relacionadas com o mecanismo, a sua direção estratégica e os ativos abrangidos”.

Em relação à chamada de capital deste ano, Bracinha Vieira explicou que “os prejuízos dos ativos CCA [os que estão incluídos no mecanismo] foram de 483 milhões. A chamada é muito maior porque houve prejuízos acumulados anteriormente na ordem de 2,1 mil milhões de euros. Todo o prejuízo que vem de trás conta para efeitos da chamada”.

Apesar do pedido de 1,14 mil milhões de euros, Bracinha Vieira revelou que ainda há valores disponíveis para serem usados no futuro. “O stock de 2019 é de 640 milhões de euros, acrescido de prejuízos de 2019”. Este responsável espera que o Novo Banco chegue ao breakeven em 2020 e que depois disso poderá para com as chamadas de capital. No total, este responsável antecipa que o banco solicite três mil milhões.

Já o presidente da comissão de acompanhamento, José Rodrigues de Jesus, avisou que o banco terá de continuar a registar imparidades. Diz que existem “casos muito maus e que tendem a piorar. E pede “coragem” para resolver processos mais mediáticos que considera que o Novo Banco não tem tanta flexibilidade como outras entidades para resolver esses casos.

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