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Prejuízos do Novo Banco superam os 555 milhões até junho

António Ramalho, CEO do Novo Banco

( Filipa Bernardo/ Global Imagens )
António Ramalho, CEO do Novo Banco ( Filipa Bernardo/ Global Imagens )

O banco liderado por António Ramalho sofreu um agravamento dos prejuízos nos primeiros seis meses. Superam os 555 milhões.

O Novo Banco teve prejuízos de 555,3 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2020. Este valor representa um agravamento dos prejuízos face ao primeiro semestre do ano passado, época em que o banco liderado por António Ramalho obteve um resultado líquido negativo em 400,1 milhões de euros.

“O Grupo Novo Banco apresentou no 1º semestre de 2020 um resultado negativo de -555,3 milhões de euros, justificado em 91% pelas perdas de -260,6 milhões de euros resultado da avaliação independente aos fundos de reestruturação, – 138,3 milhões de euros de imparidade adicional para riscos de crédito decorrentes da pandemia COVID-19, -78,7 milhões de euros relacionados com a cobertura de risco de taxa de juro de títulos de dívida publica portuguesa e -26,9 milhões de euros de reforço da provisão para reestruturação”, pode ler-se no comunicado enviado pelo banco à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

O banco liderado por António Ramalho sublinha ainda que os resultados da atividade “apresentam melhorias quando comparados com os do período homólogo operacional core”, que registou uma subida de 3,1%, resultado de um crescimento de 3,2% da margem financeira (a diferença entre juros cobrados por créditos concedidos e juros pagos aos aforradores) para 270,8 milhões de euros, de uma diminuição de custos operativos – que recuaram 5,4% para 230,1 milhões de euros – e uma subida de 10,5% do resultado operacional 87,0 milhões de euros.

A instituição bancária não esconde também que a pandemia de covid-19 teve efeitos sobre os resultados do banco. “O grupo Novo Banco está a acompanhar de perto a evolução da situação que, depois de uma fase de dois meses de confinamento, viu agora começar a reabertura das atividades económicas e sociais, embora permaneça uma grande indefinição e incerteza quanto à dimensão do impacto na economia nacional, perspetivas de regresso ao crescimento e de preservação do emprego”, pode ler-se no comunicado.

E alerta: “o impacto no tecido empresarial e nas famílias repercutiu-se já no 1º semestre de 2020 e, à data de divulgação deste relatório, é esperado que se agrave nos meses subsequentes”.

Tal como os outros bancos presentes em Portugal, o Novo Banco disponibilizou linhas protocoladas com o Estado e moratórias de crédito. O banco liderado por António Ramalho atingiu os mil milhões de euros nas linhas de crédito aprovadas com garantia do Estado. Quanto às moratórias, no final de junho, tinham sido aprovadas operações no valor de 6,8 mil milhões de euros para mais de 38 mil clientes. “Cerca de 67% do montante foram operações atribuídas a empresas, 30% a operações de moratória do Crédito à Habitação e o remanescente para operações de Crédito ao Consumo e Outras”.

(Notícia atualizada pela última vez às 18:12)

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