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CGD. PS quer saber se administração cumpre regras de paridade

Grupo parlamentar questiona Mário Centeno sobre a existência de apenas uma mulher na administração.

O grupo parlamentar do Partido Socialista (PS) quer saber se a nova administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai cumprir as regras de representação paritária, com mais mulheres no conselho de administração.

Numa pergunta enviada ao ministro das Finanças, o PS questiona os nomes já divulgados, embora não confirmados, para administradores não-executivos do banco público, onde haverá apenas uma mulher – até agora Leonor Beleza é a única mulher referida e já confirmou o convite, tendo dito também que vai prescindir da sua remuneração.

O PS pergunta ao ministro das Finanças se “se confirma que entre os 19 elementos que vão ser nomeados para os cargos executivos e não executivos da CGD há apenas uma mulher, ou seja, 5,3% das pessoas a nomear?”

Além disso, o PS questiona ainda porque é que existe “tão baixa representatividade de mulheres na direção da CGD parecendo contrariar as orientações de equilíbrio de género que têm vindo a ser discutidas na Comissão Europeia”, assim como do próprio Programa de Governo e que já foi mesmo discutido em sede de concertação social.

A nova equipa de gestão será liderada por António Domingues e contará com sete executivos e 12 não-executivos. A nova equipa deverá assumir funções na próxima semana, segundo noticiou o “Público” e confirmou o Dinheiro Vivo junto de fonte próxima do processo, uma vez que falta ainda a declaração de idoneidade do Banco Central Europeu (BCE), que tem de aprovar os nomes escolhidos. Até ao final do mês ainda se mantém em funções a equipa liderada por José de Matos.

O BCE, contudo, está contra a acumulação por António Domingues do cargo de CEO com ‘chairman’ e a CGD terá seis meses para encontrar um modelo de ‘governance’ alternativo. Além disso, diz também o “Público”, o banco central quer que existam apenas 11 administradores, o que implica que alguns dos nomes avançados terão de ser “desconvidados”.

A CGD, que teve prejuízos de 205 milhões de euros no semestre devido a efeitos extraordinários, precisa de uma recapitalização urgente e o plano está a ser negociado com Bruxelas para que não seja considerado ajuda de Estado. A recapitalização pode chegar aos cinco mil milhões de euros e implica um novo modelo de ‘governance’ e uma reestruturação que pode levar ao corte de 2500 postos de trabalho e ao encerramento de 300 balcões.

A nova equipa de gestão terá de lidar com as necessidades de capital e a reestruturação, ao mesmo tempo que o banco público é alvo de uma comissão parlamentar de inquérito, que será retomada em setembro.

Leia mais: De onde veio o “desvio” que não é um “buraco”

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