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PSD reconhece que ajuda aos bancos deveria ter sido maior

Duarte Pacheco no Parlamento.  (Foto: TIAGO PETINGA/LUSA)
Duarte Pacheco no Parlamento. (Foto: TIAGO PETINGA/LUSA)

Já João Galamba diz que o importante é saber “é se os instrumentos [CoCos] contribuíram para reestruturação e solidez da banca”. “Tenho dúvidas”

O PSD faz um balanço positivo das ajudas do Estado à banca através dos CoCos (5,8 mil milhões, ao todo) mas reconhece que deveriam ter sido maiores. É pelo menos o que afirma hoje ao “Diário de Notícias” o deputado Duarte Pacheco, um dos responsáveis no grupo parlamentar do PSD pelas questões da banca.

“É evidente que [os apoios do Estado] poderiam ter tido um valor mais elevado para que os bancos pudessem hoje ter uma situação mais sólida”, reconhece, recordando que o montante total disponibilizado para a banca pelo empréstimo da troika em 2011 foi de 12 mil milhões de euros (num empréstimo total de 78 mil milhões).

Contudo, e questionado pelo encaixe conseguido pelo Estado com os juros associados aos CoCos, 1280 milhões conforme os valores hoje divulgados pelo Dinheiro Vivo, o deputado do PSD acrescenta que “o balanço é globalmente positivo”, nomeadamente porque “a operação deu lucro”.

Pelo PS, o deputado João Galamba tem uma perspetiva completamente diferente. Questionado pelo encaixe conseguido pelo Estado com os juros associados aos CoCos, o socialista refere que “a intervenção do Estado na banca não foi uma aplicação financeira, nem teve como objetivo fazer lucro” e, portanto, “o que resta saber é se esses instrumentos [os CoCos] contribuíram para a reestruturação e solidez da banca”.

“Tenho dúvidas”, afirma, recordando que por exemplo a CGD continua a necessitar de recapitalização. “Não conseguimos reestruturar a banca”, conclui.

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