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PSD: veículo para malparado não pode onerar contribuintes

Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens
Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens

O PSD considerou hoje que é ainda necessário clarificar questões sobre criação de uma instituição financeira responsável pelo crédito malparado.

O PSD considerou hoje que é ainda necessário clarificar questões sobre criação de uma instituição financeira responsável pelo crédito malparado, mas sublinhou que é fundamental a salvaguarda dos contribuintes, que não devem ser onerados com encargos adicionais.

“A questão fundamental relativamente a este mecanismo tem a ver com a salvaguarda dos contribuintes, o PSD entende que os contribuintes não devem ser onerados com encargos adicionais”, afirmou o deputado do PSD Manuel Rodrigues, em declarações aos jornalistas no parlamento.

Reservando uma posição do partido para quando forem conhecidos os termos do veículo de ativos não produtivos avançado pelo Governo, Manuel Rodrigues disse existirem ainda questões que importa clarificar.

O primeiro-ministro, António Costa, defendeu no fim de semana numa entrevista à TSF e ao DN que é “útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado”, considerando também que só as instituições europeias podem responder se Portugal precisa de uma nova ajuda externa para o sistema financeiro.

António Costa defendeu a necessidade de trabalhar com as instituições regulatórias e com as instituições financeiras na resolução dos chamados ‘Non Performance Loans’, o crédito mal parado.

“Acho que era útil para o país encontrar um veículo de resolução do crédito malparado, de forma a libertar o sistema financeiro de um ónus que dificulta uma participação mais ativa nas necessidades de financiamento das empresas portuguesas”, explicou o chefe do executivo.

Para o PSD, acrescentou Manuel Rodrigues, é necessário ainda clarificar como se irá financiar este fundo, que tipo de ativos não produtivos irá integrar o seu balanço ou se este fundo irá ser lançado antes ou depois da alienação do Novo Banco.

Ou seja, salientou, há muitas questões que estão a ser desenhadas pelo Governo e o PSD aguarda os seus detalhes para se pronunciar.

Manuel Rodrigues ressalvou, contudo, que apesar do elevado volume de ativos não produtivos existente nos bancos nacionais, que penaliza a rentabilidade acionista, o financiamento à economia tem estado assegurado.

“O ponto central é o financiamento à economia, que tem estado garantido em Portugal”, frisou, reconhecendo, contudo, que um elevado volume de ativos não produtivos penaliza a rentabilidade acionista.

O deputado do PSD defendeu ainda que dada a elevada exposição da banca nacional à dívida pública, “a melhor garantia de solidez e a melhor garantia de estabilidade do sistema financeiro, tem a ver com o fortalecimento das finanças públicas”.

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