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Qatar disponível para aumentar posição no Deutsche Bank

Der Spiegel, Reuters e Bloomberg noticiaram hoje intenção da família real do Qatar em reforçar no Deutsche Bank em caso de aumento de capital

A família real do Qatar estará disponível para reforçar a participação no capital do Deutsche Bank caso a instituição precise de um aumento de capital para melhor enfrentar os vários problemas que a têm afetado. A família real do Qatar é hoje dona de quase 10% do banco alemão.

A disponibilidade da família real do Qatar reforçar no gigante financeiro foi avançada primeiro pela Der Spiegel e depois pela Reuters e pela Bloomberg, com todos os meios a citarem fontes não identificadas mas próximas dos responsáveis daquele emirado e até a entrarem em contradição. Independentemente disso, as ações do banco alemão agradeceram a notícia ao longo do dia.

Logo pela manhã desta sexta-feira, a Reuters adiantava que os investidores do Qatar presentes no capital do Deutsche Bank não tinham qualquer plano de vender a participação, admitindo até comprar mais ações do banco quando surgir um aumento de capital.

Em causa “os fundos controlados pelo ex-primeiro ministro xeque Hamad Bin Jassim Bin Jabr Al Thani”, que em meados de 2014 compraram 6,1% do Deutsche Bank, tendo elevado a participação para próximo de 10% já em julho último.

“Poderá ser ponderado a compra de mais ações… o que não quer dizer que existam planos iminentes para o fazer”, avançou a fonte ouvida pela Reuters.

Poucas horas mais tarde coube à Bloomberg quantificar o que poderia estar em causa. Segundo avançou esta agência, “a família real do Qatar está a ponderar aumentar a participação no Deutsche Bank AG até aos 25% do capital”, também citando fontes próximas dos fundos detidos pelo Qatar.

A notícia sobre o reforço da participação do Qatar no Deutsche Bank de 10% para 25% do capital provocou de imediato uma rápida valorização das ações do banco alemão [ver em baixo], que têm estado em mínimos históricos nas últimas semanas. Mas foi sol de pouca dura, já que a Reuters ‘respondeu’ pouco depois, escrevendo que “era pouco provável” que estivesse em causa um reforço até 25% do capital, o que acalmou a negociação destes títulos.

Entretanto, certo é que o Deutsche Bank já iniciou contactos informais para explorar opções para avançar com um aumento de capital se precisar de angariar dinheiro para pagar a multa imposta imposta pelos Estados Unidos, de 14 mil milhões de dólares, por fraudes associadas ao subprime.

Impacto da notícia sobre eventual reforço para 25% do capital

 

 

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