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Quatro maiores bancos em Portugal melhoram valores de empréstimos em risco

Totta, BPI, BCP e Caixa Geral de Depósitos contam com menos 1,66 mil milhões de créditos em risco nas carteiras

Os quatro principais bancos a atuar em Portugal melhoraram os seus indicadores relativos ao crédito em risco que detêm nos balanços. O BPI, Totta, BCP e Caixa Geral de Depósitos tinham no final do ano passado cerca de 172 mil milhões de euros “na rua”, ou seja, emprestados a particulares ou empresas, quase 100% do produto interno bruto português.

Deste total, 9,38% do crédito era considerado “em risco” segundo os padrões impostos pela troika à economia portuguesa no final de 2011.

Este rácio engloba não só o valor total do crédito que tenha prestações ou juros vencidos por um período igual ou superior a 90 dias mas também os descobertos bancários. Também estão incluídos neste rácio os créditos reestruturados e os financiamentos sobre os quais exista evidências de haver risco, como falência ou liquidação do devedor.

Evolução do setor

Em comparação com o final do exercício de 2014, os números consolidados do mesmo conjunto de quatro bancos evidenciam um recuo de 9,32% no total de créditos em risco. Se em 2014 os balanços das instituições mostravam que contavam com 17,8 mil milhões de euros em empréstimos considerados “de risco”, ao longo de 2015 este valor foi recuando, chegando ao final de dezembro nos 16,16 mil milhões de euros.

Como BPI, Totta, BCP e CGD viram o total de créditos concedidos recuar menos que o total de empréstimos em riscos, melhoraram igualmente o rácio de créditos em risco: de 10,15% em 2014 para 9,38% em 2015. No final de 2014, as instituições reportavam um total de 175,6 mil milhões de crédito concedido. O Santander Totta, sublinhe-se, foi a única exceção na quebra do crédito total, já que viu o indicador crescer ao longo de 2015, aumentando o crédito total em quase 500 milhões de euros.

Individual

Ao ser o único que viu o crédito total concedido a crescer, o Totta conseguiu igualmente ser aquele que mais reduziu o peso dos créditos em risco no seu balanço: de 5,73% em 2014 para 4,39% no último ano. ; O Santander contava no final de dezembro com 1,178 mil milhões de euros de créditos em risco, menos 22% que em 2014, um valor que surge num total de 26,8 mil milhões de euros em empréstimos concedidos.

Segue-se o BCP e a CGD, dois bancos que conseguiram reduzir o peso do crédito em risco em 0,7 pontos percentuais de 2014 para 2015: de 12,2% para 11,5% no caso do banco público e de 12% para 1,3% no caso do Millennium. Estes dois bancos, porém, são aqueles que dominam o mercado do crédito, com empréstimos totais superiores a 55 mil milhões e 65 mil milhões, respetivamente.

Assim, não é de estranhar que na análise da evolução do valor dos créditos em risco de cada instituição, o BPI acabe por sair melhor que as duas instituições anteriores: o BPI viu o total de empréstimos em risco recuar 11,2%, contra os recuos de 8,75% e 7,15% no caso do BCP e da CGD. Mas este recuo na entidade liderada por Fernando Ulrich significa a saída de 150 milhões de euros dos créditos em risco. Já os recuos no Millennium e na CGD, apesar de inferiores em termos relativos, foram superiores em termos reais: havia no final de 2015 menos 600 milhões de créditos em risco no caso do BCP e menos 580 milhões de euros no caso da Caixa Geral de Depósitos.

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