Quem sobreviveu melhor ao naufrágio do BES? O Goldman Sachs

A torre Goldman Sachs, em New Jersey, Novaq Iorque
A torre Goldman Sachs, em New Jersey, Novaq Iorque

O banco norte-americano vendeu mais de 4 milhões de ações do BES no passado dia 23 de julho, ou seja poucos dias antes da CMVM ter decidido a suspensão da negociação dos títulos em bolsa.

O Goldman tinha superado a fasquia dos
2% do capital do BES no dia 15 de julho, na sequência da compra de
mais de 89 milhões de ações do banco e da aquisição de quase 38
milhões de instrumentos financeiros.

Na altura, o banco
justificou a compra das posições, que lhe permitiram ficar com
2,27% do capital do BES, “no sentido de facilitar a transação
de clientes”.

No entanto, na passada sexta-feira, o Goldman
Sachs, que conta com o ex-ministro-adjunto de
Durão Barroso, José Luis Arnaut, no seu conselho consultivo
internacional, anunciou que, no passado dia 23 de julho vendeu 4,45 milhões
de ações do BES, deixando de ter uma participação qualificada, ou
seja passou a deter menos de 2% do capital do BES (as compras foram feitas em representação de clientes do Goldman Sachs). Após esta venda, o Goldman Sachs ainda ficou com uma participação no BES, detendo 107,2 milhões de ações do banco, correspondentes a uma posição economica longa de 1,91% do capital do BES.

Recorde-se que,
no mesmo dia desse anúncio, a CMVM decretou a suspensão da
negociação das ações do BES e, com a decisão ontem anunciada
pelo Banco de Portugal, serão os acionistas que assumem
prioritariamente os prejuízos resultantes do desequilíbrio
financeiro do BES.

Esta notícia foi alterada às 18h40, acrescentando informação sobre a representação dos clientes e participação ainda detida pelo Goldman Sachs

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