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Relatório entregue esconde grandes devedores (para já)

O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo (E), ladeado pela presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, Teresa Leal Coelho (E), falam aos jornalistas no final da reunião onde foi entregue o relatório à auditoria do banco, na Assembleia da República, em Lisboa, Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA
O presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Paulo Macedo (E), ladeado pela presidente da Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa, Teresa Leal Coelho (E), falam aos jornalistas no final da reunião onde foi entregue o relatório à auditoria do banco, na Assembleia da República, em Lisboa, Fotografia: TIAGO PETINGA/LUSA

O relatório de auditoria à gestão da CGD entre 2000 e 2015 foi entregue no Parlamento, com nomes truncados, mas ainda podem vir a ser conhecidos.

O presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos entregou esta sexta-feira ao início da tarde o relatório final de auditoria realizado pela consultora EY. Um documento que foi entregue em mãos ao Presidente da Assembleia da República, num envelope fechado.

A versão final que chegou aos deputados tem, no entanto, os nomes dos grandes devedores – particulares e empresas – “truncados”, ou seja, apagados, referiu Paulo Macedo. “O relatório é entregue salvaguardado o segredo bancário e o segredo profissional. Ou seja, a Caixa optou por não fazer nenhuma salvaguarda à parte do segredo, ou seja, àquilo que não fosse do segredo bancário. E lembro que há toda uma parte de gestão e estratégia, de estruturas e de custos”, esclareceu o presidente do banco público.

Contudo, Paulo Macedo lembrou que a parte que está truncada ainda pode ser divulgada na íntegra caso o Presidente da República promulgue a lei que permite a divulgação dos grandes devedores à banca. “Como sabem, nos termos da proposta de lei sobre os grandes devedores, há uma disposição em que este relatório deverá ser disponibilizado na íntegra”, referiu Paulo Macedo.

A presidente da Comissão de Orçamento e Finanças, Teresa Leal Coelho, adiantou, por seu lado, que o diploma deve chegar a Belém, “muito provavelmente na próxima terça-feira”, lembrando que Marcelo Rebelo de Sousa já indicou que vai promulgar a lei.

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